Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
9

"Há dias em que mais vale não sair do quarto": estudante português em Hong Kong revela cenário de violência

Estudante português é testemunha dos protestos violentos nas universidades de Hong Kong.
Marta Quaresma Ferreira(martaferreira@cmjornal.pt) e Beatriz Madaleno de Assunção(beatrizassuncao@cmjornal.pt) 19 de Novembro de 2019 às 20:06
Protestos Hong Kong
Protestos Hong Kong
Protestos Hong Kong
Protestos Hong Kong
Protestos Hong Kong
Protestos Hong Kong
Protestos Hong Kong
Protestos Hong Kong
Protestos Hong Kong

É um ambiente de insegurança e medo que se vive entre os estudantes estrangeiros em Hong Kong. "No início, nunca tive a minha vida afetada por protestos. Neste momento, há ruas que não estão operacionais e há dias em que mais vale não sair do quarto" contou ao CM Marco Albuquerque, um jovem português a viver naquela região especial da China. O jovem de 25 anos, estudante de Gestão num programa de intercâmbio com a Universidade Politécnica de Hong Kong, está num dos principais palcos dos confrontos das últimas semanas entre manifestantes e polícias. "Viemos cá para estudar, mas neste momento isso é impossível visto que nem sequer nos podemos aproximar da nossa faculdade" revelou Marco Albuquerque numa entrevista por email.

Sobre o que está em causa no conflito estudantil, que mantém Hong Kong a ferro e fogo nos últimos meses, o português tem uma postura neutra: "a partir do momento em que há violência, creio que a questão não é quem tem ou não razão." Para Marco, "já se ultrapassou há muito a questão da liberdade dos cidadãos e do envolvimento na China na [gestão política] da cidade. Tem tudo a ver com a quantidade de pessoas que já foram vítimas desta violência e com os estragos causados na cidade, que foram enormes."

Universidade e consulado contactaram estudantes
No dia em que a Universidade Politécnica de Hong Kong foi ocupada pelos estudantes revoltosos, Marco foi imediatamente contactado pela sua faculdade em Portugal – pertencente à Universidade Católica – e pelo consulado português que recomendaram o regresso de Marco (e de outros estudantes nacionais) a Lisboa. "Têm-me contactado regularmente para saber como está o nível de segurança. Partilharam comigo contactos de emergência e moradas onde tinha que me dirigir em caso de necessidade", conta.

Estudantes internacionais na rebelião
Apesar do clima vivido, Marco Albuquerque diz sentir-se "extremamente seguro" porque "existe uma grande comunicação entre a faculdade e os alunos. E, apesar de não conhecer nenhum dos alunos barricados nos vários focos de conflito em Hong Kong, confirma a presença de "vários estudantes internacionais nos protestos".

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)