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Correio da Manhã

Mundo

Haiti: Número de mortos pode subir para 200 mil

O número de vítimas mortais do violento sismo que terça-feira abalou o Haiti pode ascender a 200 mil.
Quatro dias após a tragédia, recolhidos 50 mil corpos, segundo o ministro do Interior, Paul Antoine Bien-Aime.
16 de Janeiro de 2010 às 02:04
A situação no Haiti continua a ser muito difícil
A situação no Haiti continua a ser muito difícil FOTO: d.r.

"Nós já recolhemos 50 mil corpos e consideramos que haverá entre 100 mil a 200 mil mortos no toal, embora não saibamos o número exacto", afirmou o governante haitiano, em declarações à agência Reuters.

A recolha de corpos continua a ser uma tarefa muito complicada. A cada cinco minutos, um veículo chega às portas do cemitério de Port-au-Prince, onde foi aberta uma enorme vala comum, e despeja mais vítimas. É uma tentativa desesperada de tentar retirar todos os corpos das ruas, das estradas. Mas não há tempo para funerais dignos. "Perdemos a dignidade ante a morte", lamentou um idoso, que assiste à cena.

O esforço para retirar os corpos das ruas é feito pelas autoridades haitianas, mas também por equipas estrangeiras. Quatro dias após a tragédia, e com temperaturas a rondar os 30º graus, os cadáveres amontoados entram em decomposição e estão cobertos de mosquitos. É uma verdadeira corrida contra o tempo para limpar as ruas e impedir que os corpos sejam responsáveis por epidemias, que podem enfraquecer os feridos, a população em geral e elementos das muitas equipas de auxílio que se encontram no terreno.

Mas, "a verdade é que não sabemos o que fazer com os mortos", confessa Joseph Tihalyf, um haitiano voluntário que coordena a entrega e recolha de corpos. A contabilização final do número de vítimas mortais ainda está longe. Além dos que perderam a vida como consequência imediata do sismo, há ainda os feridos que podem não resistir.

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