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Haiti: Portuguesa já foi localizada (ACTUALIZADA)

A única cidadã portuguesa com paradeiro desconhecido e que se julgava estar no Haiti na altura do sismo de há uma semana foi localizada esta quinta-feira, disse à agência Lusa fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades.
21 de Janeiro de 2010 às 17:50
Uma semana após o sismo, a ajuda começa a chegar às vítimas
Uma semana após o sismo, a ajuda começa a chegar às vítimas FOTO: d.r.

Segundo a fonte, o gabinete de Emergência Consular do ministério dos Negócios Estrangeiros foi contactado por familiares da portuguesa dando conta de que esta não está no Haiti e se encontra bem.  

No total, o Governo português recebeu pedidos para localizar 20 cidadãos que se pensava estarem no Haiti, quando a 12 de Janeiro o país foi devastado por um sismo de magnitude 7 na escala de Richter, que terá causado mais 75 mil mortos e milhares de feridos e desalojados.  

'Foram todos localizados através de contactos de familiares e estão todos bem', disse a fonte do gabinete de António Braga. 

ONU: 61 FUNCIONÁRIOS MORTOS 

As contas são da Organização das Nações Unidas (ONU): 61 funcionários morreram e perto de 180 continuam desaparecidos nove dias depois do sismo que destruiu o Haiti.

"Temos agora 61 mortos confirmados e menos de 180 pessoas que continuam desaparecidas", disse Farhan Haq, porta-voz, adiantando que entre os mortos se encontram 24 soldados e 12 polícias da Missão da ONU para a Estabilização do Haiti (Minustah), além de 25 funcionários civis do organismo.

O anterior balanço da ONU, quarta-feira, era de 49 mortos e mais de 300 desaparecidos. 

O porta-voz explicou que graças ao restabelecimento progressivo das comunicações foram localizadas vivas numerosas pessoas das quais não havia informações desde o dia 12 de Janeiro.

Há ainda perto de 180 desaparecidos, cerca de 150 eram funcionários locais da Minustah.

MISSÃO PORTUGUESA SEM CONSTRANGIMENTOS

Elísio Oliveira, comandante da Força Operacional Conjunta (FOCUN) portuguesa, encontra-se esta quinta-feira a efectuar uma acção de reconhecimento a duas áreas distintas com objectivo de instalar o campo de desalojados, em cooperação com uma ONG indicada pela Organização Internacional das Migrações.

A Protecção Civil adianta ainda que a missão de socorro desempenhada por portugueses decorre sem constrangimentos, sendo que a perita do Instituto Nacional de Medicina Legal que integra a FOCON esteve ontem envolvida em missão de avaliação de intervenção futura na área forense, com elementos do Comité Internacional da Cruz Vermelha.

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