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Correio da Manhã

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Hamas propõe nomes para governo

O primeiro-ministro palestiniano, Ismail Haniyeh, do movimento radical Hamas, que venceu as eleições gerais palestinianas do passado dia 25 de Janeiro, entregou esta segunda-feira ao presidente da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Mahmoud Abbas, uma lista com os nomes dos 24 ministros propostos para o novo governo.
20 de Março de 2006 às 09:03
Ismail Haniyeh já entregou a lista dos ministros do próximo governo palestiniano a Mahmoud Abbas
Ismail Haniyeh já entregou a lista dos ministros do próximo governo palestiniano a Mahmoud Abbas FOTO: Reuters
A apresentação da lista de nomes para integrar o próximo executivo palestiniano, formado por 14 ministros da Cisjordânia e 10 da Faixa de Gaza, elementos do Hamas e alguns independentes, ocorre deepois de a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) ter recusado integrar o governo.
O presidente Mahmoud Abbas já afirmou que não iria colocar qualquer objecção à composição do executivo, o que abre caminho à tomada de posse do mesmo. Entre os elementos independentes propostos para o novo governo contam-se uma mulher e um cristão. O Hamas conta com maioria absoluta no Parlamento, tendo assegurado 74 de um total de 132 lugares.
Entre os nomes avançados para o novo executivo palestiniano, conta-se Mahmoud al-Zahar, um líder do Hamas na Faixa de Gaza, que Israel já tentou assassinar, apontado para a pasta dos Negócios Estrangeiros. Saeede Seyam, outro líder do Hamas, é referido para o cargo de ministro do Interior, enquanto Omar Abdel-Razeq, um proeminente professor de economia, dirigirá o ministério das Finanças.
UE E ONU DÃO AJUDA
A União Europeia (UE) e a ONU aprovaram ontem em conjunto uma ajuda de emergência à Palestina no valor de 64 milhões de euros, mas futuras e mais substanciais ajudas estão em risco e dependentes da recusa da violência por parte do Hamas.
“O Hamas tem de decidir que caminho vai escolher e de que forma assumirá as suas responsabilidades”, afirmou em Bruxelas a chefe da diplomacia austríaca, Ursula Plassnik. A UE condicionou as ajudas à Autoridade Nacional Palestiniana à renúncia da luta armada e ao reconhecimento do Estado de Israel pelo Hamas.
A aprovação da ajuda à Palestina ocorreu no dia em que o Hamas acusou os EUA de pressionarem grupos rivais do Hamas para que não participe na coligação e Israel justifique os seus planos de atacar os palestinianos. Em Gaza, confrontos entre militantes e forças de segurança fizeram pelo menos seis feridos.
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