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Heineken acaba com "raparigas da cerveja" em Moçambique por causa de ataques sexuais

Situação foi denunciada por várias funcionárias que foram alvo de assédio e ameaças.
11 de Julho de 2018 às 18:49
Heineken
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A marca de cerveja Heineken cancelou os contratos que mantinha com jovens e mulheres que divulgavam os produtos da empresa em Moçambique, conhecidas como as 'raprigas da cerveja'. Segundo o jornal El País, em causa estão diversas queixas provenientes das mesmas por comportamentos inadequados por parte dos clientes.

Durante uma investigação interna, foram entrevistadas 181 funcionários de 17 países, sendo que 57 afirmaram terem sido vítimas abuso sexual verbal. Entre as vítimas estavam 13 mulheres que trabalhavam para a empresa em Moçambique. As 'raparigas da cerveja' tinham por missão participar em festas e eventos sociais, estimulando os participantes a beber a cerveja da marca.

Nos casos reportados em Moçambique, foram identificados donos de bares ou gerentes dos mesmos como os agressores. Em todas as situações reportadas o ambiente era de consumo excessivo de álcool.

"Temos trabalhado arduamente para resolver este assunto de forma eficaz", começou por referir um porta-voz da empresa à imprensa. O mesmo diz que é inaceitável que as funcionárias ligadas à parte da publicidade da marca se sintam inseguras durante o horário de trabalho.

Na mesma altura que surge este escândalo, está a ser construída uma fábrica da Heineken em Moçambique, que deverá começar a produzir cerveja em 2019.

A marca holandesa diz ter modificado o código de conduta para conseguir proteger de forma mais eficiente as mulheres. 

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