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Hezbollah acusa EUA por atentado "terrorista"

O movimento libanês Hezbollah, aliado da Síria e do Irão, acusou os Estados Unidos de estarem por detrás do atentado "terrorista" que fez nesta sexta-feira 25 mortos no centro de Damasco.
6 de Janeiro de 2012 às 18:15
Um atentado suicida, esta sexta-feira, imputado pelas autoridades a terroristas e pela Irmandade Muçulmana ao regime, fez pelo menos 25 mortos
Um atentado suicida, esta sexta-feira, imputado pelas autoridades a terroristas e pela Irmandade Muçulmana ao regime, fez pelo menos 25 mortos FOTO: EPA

"Este crime terrorista que teve como alvo o coração da capital síria é a segunda parte de um plano concebido pelas forças do mal, os Estados Unidos, para punirem a Síria por se manter ao lado da resistência (o Hezbollah) contra o inimigo sionista (Israel)", refere o grupo xiita em comunicado. 

Segundo o Hezbollah, estes atentados compensam a "retirada humilhante" dos Estados Unidos do Iraque.   

O Hezbollah já acusou os Estados Unidos por um duplo atentado que fez mais de 40 mortos em Damasco a 23 de Dezembro.

As autoridades sírias acusaram a Al-Qaeda pelo ataque, o primeiro do género desde o início da revolta popular, a 15 de Março, contra o regime de Bashar al-Assad. Este acusa "grupos armados" de criarem o caos.  

Um atentado suicida, esta sexta-feira, imputado pelas autoridades a terroristas e pela Irmandade Muçulmana ao regime, fez pelo menos 25 mortos perto de uma escola em Midane, um bairro histórico do centro de Damasco.  

A televisão síria divulgou imagens que mostram a violência da explosão, o sangue e as viaturas calcinadas. Mostrou ainda populares furiosos a condenarem o atentado como tendo sido perpetrado por "terroristas".  

A agência oficial Sana anunciou que "um grupo terrorista" fez explodir um oleoduto entre as cidades de Hama e Idleb (noroeste).  

Na mesma altura, dezenas de milhares de sírios manifestaram-se para reclamar a ajuda da ONU para pôr fim à sangrenta repressão da revolta contra o regime de Bashar al-Assad.  

Segundo uma estimativa da ONU feita no início de Dezembro, a repressão fez pelo menos 5 mil mortos desde 15 de Março.  

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