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Homem preso por suspeitas de planear ataque contra Jair Bolsonaro

Rapaz surge nas redes sociais a lixar o cabo de uma escova de dentes, objecto muito usado dentro das prisões brasileiras como arma letal, e deixa ameaça.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 2 de Dezembro de 2019 às 23:38
Jair Bolsonaro
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Um homem de 25 anos foi preso pela Polícia Militar da cidade brasileira de Três Corações, no estado de Minas Gerais, acusado de ter planeado um atentado contra o presidente Jair Bolsonaro. O suspeito, Pedro Venício Ferreira, trabalha como empregado de limpeza terceirizado num quartel de Três Corações onde Bolsonaro esteve na passada sexta-feira para assistir à formatura de novos aspirantes a oficial do Exército.

Como o caso tramita em segredo de Justiça, por ter sido considerado uma violação às leis de segurança nacional brasileira, poucos detalhes foram divulgados. Mas a Polícia Militar de Minas Gerais avançou que o rapaz foi preso na sexta-feira, pouco antes da chegada de Bolsonaro ao quartel, após ter publicado numa rede social mensagens que a inteligência interna da polícia considerou serem uma ameaça de morte ao presidente.

Numa das publicações, o suspeito divulgou uma fotografia que o mostra dentro do quartel onde decorreu a cerimónia presidida por Bolsonaro. Na legenda, ele escreveu, "inicia-se aqui a sequência de histórias onde estou infiltrado na toca do lobo, melhor dizendo, do Exército brasileiro."

Numa outra publicação na mesma rede social, considerada mais ameaçadora, o rapaz aparece a lixar o cabo de uma escova de dentes, objeto muito usado dentro das prisões brasileiras como arma letal. E afirma, enquanto afia o objeto, "preparando minha faca para o Bolsonaro, e aqui era a regra da rua."

Depois de ser detido pela Polícia Militar, como supostamente se trata de um assunto de segurança nacional, o empregado de limpeza foi transferido para a sede da Polícia Federal na cidade ao lado, Varginha. No interrogatório a que foi submetido, o suspeito negou estar a planear um atentado contra a vida de Jair Bolsonaro, garantiu não pertencer a qualquer partido, sindicato ou outra organização de foro político, e asseverou que tudo não passou de uma "brincadeira", uma "ironia" com a qual pretendeu apenas marcar a sua discordância com as ideias defendidas pelo presidente.
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