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Correio da Manhã

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Homens executados à frente da família

A violência não dá tréguas no Iraque, onde o massacre de quinta-feira, no bairro xiita de Sadr City, deu origem a um ciclo de vinganças sectárias que ameaça desencadear uma guerra civil em larga escala. Durante a noite de ontem, uma milícia sunita atacou uma aldeia xiita a norte de Bagdad e executou 21 homens em frente das famílias. A mais jovem das vítimas é um rapaz de 12 anos. Paralelamente, as forças dos EUA afirmam ter abatido 22 rebeldes em confrontos também a norte da capital.
26 de Novembro de 2006 às 00:00
A violência sectária alarga-se a quase todo o Iraque, fazendo novas vítimas todos os dias
A violência sectária alarga-se a quase todo o Iraque, fazendo novas vítimas todos os dias FOTO: Ali Hussein, Epa
A Polícia afirma que a milícia sunita arrombou duas casas, arrastou todos os homens e rapazes para o exterior e abateu-os a tiro.
Entretanto, em Hurriya, bairro de Bagdad de maioria sunita, onde sexta-feira foram incendiadas duas mesquitas, morteiros caíram ontem sobre zonas residenciais, matando pelo menos uma pessoa e ferindo várias outras.
Quanto às acções militares norte-americanas, fontes oficiais afirmam que dez militantes radicais foram abatidos num confronto durante um raide a uma fábrica de bombas em Taji, e 12 outros depois de uma caravana de veículos ignorar ordens de parar. Em Taji foram encontradas dezenas de granadas de ‘rocket’, metralhadoras, armas anticarro e bombas. O arsenal foi destruído.
A onda de retaliações sectárias faz temer a repetição da escalada que se seguiu ao atentado que, em Fevereiro, destruiu um templo xiita em Samarra.
DESENVOLVIMENTOS
TALABANI
O presidente iraquiano, Jalal Talabani, adiou uma visita ao Irão devido ao encerramento do Aeroporto de Bagdad, motivado pelo recolher obrigatório em vigor desde quinta-feira.
DICK CHENEY
O vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, manteve conversações com o rei Abdullah, da Arábia Saudita. Pensa-se que o tema no topo da agenda tenha sido o Iraque.
LÍDER SUNITA
O líder da Associação de Académicos Sunitas, Hareth al-Dhari, acusou ontem o governo de apoiar as milícias, e considerou que a crise no Iraque é política e não sectária.
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