Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
8

Homicida admite crime à terceira

Um britânico absolvido por duas vezes do homicídio de uma antiga namorada, em 1991, admitiu, finalmente, a autoria do crime. Trata-se do primeiro processo a ser reapreciado no âmbito da reforma judicial do Reino Unido. Agora, o homicida confesso incorre na prisão perpétua.
13 de Setembro de 2006 às 00:00
Billy Dunlop, de 43 anos, foi acusado de ter assassinado, em Novembro de 1989, a antiga namorada Julie Hogg, de 22, durante uma visita a casa desta, em Teesside, no Reino Unido. Após discutirem, quando Dunlop tentava abusar sexualmente dela, ele estrangulou-a e mutilou o cadáver, escondendo-o em seguida. O corpo só foi encontrado quase três meses depois.
Formalmente acusado, foi absolvido em Maio de 1991, depois de um júri não ter conseguido alcançar um veredicto. Cinco meses mais tarde, voltou a ser julgado, mas novamente o júri não chegou a um veredicto. Foi então absolvido porque, nestes casos, a acusação não podia tentar a realização de um terceiro julgamento.
No entanto, ao abrigo da reforma judicial do Reino Unido, que entrou em vigor no ano passado, o processo foi reaberto e o arguido declarou-se culpado. Saliente-se que a mãe da vítima, Ann Ming, protagonizou uma autêntica batalha legal, mostrando-se satisfeita com a sentença: “Estou aliviada. Ele é verdadeiramente diabólico”.
Refira-se que, em 1997, Dunlop foi condenado a sete anos de prisão por ter atacado outra antiga namorada.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)