Barbara Waldman foi morta a tiro em casa em Long Island, Nova Iorque, em 1974.
Barbara Waldman foi assassinada a 11 de janeiro de 1974, em casa em Long Island, Nova Iorque, EUA. Agora, 52 anos depois, o responsável pelo homicídio da mulher foi finalmente identificado e o caso foi resolvido.
Foi Eric, um dos filho de Barbara, na altura com cinco anos, que encontrou o corpo da mãe. A mulher estava deitada no chão, com as mãos amarradas atrás das costas e uma fronha enfiada na cabeça. A Polícia do Condado de Nassau determinou que Barbara tinha sido baleada na cabeça, mas o caso foi arquivado como não resolvido durante décadas.
Durante mais de 50 anos tudo o que as autoridades tinham eram amostras de ADN retiradas do local do crime e o retrato de um homem, que foi visto pelos vizinhos perto da casa de Waldman no dia do homicídio.
De acordo com a CNN, os vizinhos viram um homem com um casaco pesado com capuz e acabamentos em pele. As autoridades elaboraram um retrato-robô, que acabou por não ser suficiente e não foi possível identificar nenhum suspeito.
Nos anos que se seguiram, as crianças filhas de Barbara tentaram manter uma vida normal e seguir com a vida, mas à medida que foram crescendo, as dúvidas e inquietações em relação à mãe cresceram também.
"Acho que nos afastámos e, basicamente, guardámos o segredo e fingimos", disse Marla à CNN. "Até eu engravidar, e foi aí que comecei realmente a questionar o meu pai: “Pai, isto não está certo, quero saber sobre a minha mãe”".
Marla contou que acabou por criar uma obsessão pelo caso e que ligava constantemente para a polícia para saber o estado da investigação, tendo sempre a mesma resposta: as autoridades não podiam reabrir o processo sem novas provas.
Em dezembro de 2022 o 'serial killer' Richard Cottingham confessou ter matado cinco mulheres em Long Island no final da década de 1960 e início de 1970 - o mesmo período e local da morte de Barbara Waldman. Marla e o irmão contactaram as autoridades e isto foi suficiente para a reabertura do processo.
Apesar de o ADN não ter correspondido ao de Cottingham, o FBI concordou em assumir o caso e tentar identificar o suspeito da morte de Barbara recorrendo à genealogia genética forense.
Um ano e meio depois de o caso ser reaberto, Marla recebeu a tão esperada chamada: tinham encontrado uma correspondência de ADN.
Thomas Generazio, um homem que vivia no mesmo bairro que Barbara na altura da sua morte, era a quem pertencia a correspondência. Generazio não era mencionado no processo original de 1974, mas já tinha sido detido por agressão. No entanto morrera de cancro, em 2004.
Apesar de terem encontrado uma correspondência de ADN, isto não era suficiente para encerrar o caso. Mas Marla não perdeu a esperança e começou a investigar o possível suspeito. Falou com amigos, vizinhos e familiares, chegando mesmo a ficar "obcecada por ele", como admitiu à CNN.
Durante esta investigação, Marla conseguiu chegar a uma filha de Generazio, que lhe mostrou fotografias do homem. Uma dessas fotografias tornou-se uma peça essencial para o fecho do caso - numa das imagens, Thomas Generazio usava um casaco com uma gola forrada a pele muito semelhante à que aparece no retrato robô feito pela polícia em 1974.
De acordo com a CNN, as autoridades afirmaram que o "o conjunto de provas derivadas do ADN, do IGG, dos interrogatórios e das imagens fotográficas" trouxe à família de Barbara Waldman o descanso que precisavam. Este mês, mais de 52 anos depois, a Polícia do Condado de Nassau anunciou que Generazio foi quem matou Barbara e fechou o caso.
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