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Hong Kong: "Assassina do batido de morango" recorre de prisão perpétua

Uma norte-americana acusada de assassinar o marido banqueiro em Hong Kong, usando sedativos num batido de morango antes de o espancar até à morte recorreu esta sexta-feira da prisão perpétua a que foi condenada, informou um funcionário judicial.
24 de Fevereiro de 2012 às 10:18
Nancy Kissel, de 48 anos, foi condenada a prisão perpétua em Março passado, depois de considerada culpada de assassinar o marido
Nancy Kissel, de 48 anos, foi condenada a prisão perpétua em Março passado, depois de considerada culpada de assassinar o marido FOTO: Reuters

Nancy Kissel, de 48 anos, foi condenada a prisão perpétua em Março passado, depois de considerada culpada no homicídio cometido em 2003.

No julgamento do caso conhecido por "Milkshake murderer" (Homicídio do Batido), ficou provado que Nancy Kissel colocou sedativos num batido de morango que serviu ao marido para depois o espancar até à morte com um objecto de chumbo.

Inicialmente o advogado de defesa da mulher disse que esta não pretendia apresentar recurso da sentença, visando apenas cumprir a pena nos Estados Unidos, mas Nancy Kissel acabou a apresentar recurso, segundo disse um responsável do tribunal.

"Não foi estabelecida uma data para a audiência", disse o responsável.

A mãe de três filhos, nascida no estado do Michigan, foi inicialmente condenada a prisão perpétua em 2005, mas o Tribunal de Última Instância de Hong Kong anulou a sentença, citando erros legais, e ordenou novo julgamento.

A acusação acusou Kissel de enrolar o corpo do marido num tapete e de cobrir a cabeça com um plástico, deixando-o no quarto durante dias até contratar homens para o levar para um depósito.

Os advogados acusaram ainda Kissel de ter ganho cerca 18 milhões de dólares (13,4 milhões de euros) com a morte do marido, e de planear fugir com um técnico de reparação de televisores com quem a mulher admitiu ter tido um caso nos Estados Unidos.

Nancy Kissel confessou o homicídio mas alegou ter agido em legítima defesa pelos abusos físicos e sexuais e adultério do marido, um executivo sénior do banco de investimento norte-americano Merrill Lynch.

Homicídio Hong Kong Passional
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