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Correio da Manhã

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HUGO CHÁVEZ ADMITE ABANDONAR O PODER

O presidente da Venezuela admite submeter-se a um referendo no dia 19 de Agosto, como prevê a Constituição, e não a 2 de Fevereiro, como exige a Oposição. Caso os resultados dessa consulta popular lhe sejam adversos, Hugo Chávez garante que abandonará o poder nessa altura, e não agora, como os seus opositores reclamam.
17 de Janeiro de 2003 às 11:54
HUGO CHÁVEZ ADMITE ABANDONAR O PODER
HUGO CHÁVEZ ADMITE ABANDONAR O PODER
“Não seria possível convocar eleições agora, isso seria violar a Constituição”, argumentou ontem o presidente venezuelano na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque (EUA), após uma reunião com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, assinalando que abandonará a presidência em meados do seu mandato, a 19 de Agosto, se for convocado um referendo e ele perder.

Foi desta forma que Hugo Chávez reagiu à convocação pelo Conselho Nacional Eleitoral de um referendo consultivo não vinculativo sobre a sua continuidade no poder para o próximo dia 2 de Fevereiro, uma consulta popular antecipada que a Oposição exige como uma das saídas possíveis para a grave crise económica e social que o país atravessa.

A Venezuela enfrenta há 47 dias os efeitos de uma greve geral que está a paralisar o país, com graves efeitos económicos. A paralisação foi convocada pela Oposição ao governo, como forma de obrigar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, a renunciar ao cargo ou a aceitar eleições antecipadas no primeiro trimestre deste ano.

Em relação ao recém-formado Grupo de Países Amigos da Venezuela, uma iniciativa liderada pelo presidente brasileiro, Inácio Lula da Silva, para tentar chegar a uma solução pacífica para a crise social e política vivida na Venezuela, Hugo Chávez é da opinião que se trata de um projecto “embrionário” que “devia ser ampliado”.

O Grupo de Países Amigos da Venezuela é formado por Brasil, Chile, Espanha, EUA, México e Portugal, mas de acordo com o presidente venezuelano devia ser alargado a outros países, nomeadamente à França e Rússia, bem como à China e Argélia, que também mostraram apoio à iniciativa, sendo que a Argélia faz parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.
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