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Correio da Manhã

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Igreja responde a ultimato da Polícia

A manifestação promovida pela Igreja Católica de Timor-Leste contra o governo presidido por Mari Alkatiri vai manter-se e só acabará quando tiver que acabar, garantiu esta terça-feira o vigário-geral da Diocese de Díli.
3 de Maio de 2005 às 08:43
As forças de segurança cercaram o local da manifestação com arame farpado
As forças de segurança cercaram o local da manifestação com arame farpado FOTO: Reuters
O padre Apolinário Guterres respondeu assim à carta enviada aos responsáveis religiosos em que o Comando-geral da Polícia deu um ultimato para os protestos junto à sede do governo em Dilí acabarem até ao fim desta terça-feira.
Apesar do ultimato, o ministro do Interior, Rogério Lobato, já fez saber que a Polícia não vai recorrer à força para dispersar os manifestantes, afirmando que o governo vai manter a aposta no diálogo.
“Vamos tentar encontrar uma saída por meios pacíficos”, garantiu o governante contactado pela rádio TSF, acrescentando que até aqui as autoridades têm mantido contidas as forças da ordem e uma camada da população que não concorda com os protestos e que “não será agora, quando se vislumbra uma fonte ao fundo do túnel, que vamos recorrer à força, numa altura em que decorrem as negociações”.
Os representantes da Igreja Católica, que já informaram que a manifestação é pacífica e não pode acabar com o ultimato da Polícia, temem que as autoridades possam de facto usar a força para dispersar os manifestantes, que dizem já ter sido cercados com arame farpado.
Recorde-se que o diferendo que opõe a Igreja Católica ao governo de Timor-Leste foi despoletado depois de este ter anunciado a intenção de retirar a obrigatoriedade do ensino de Religião e Moral, para que passe a ser facultativo.
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