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Ikea vai apoiar 2.500 refugiados em 30 países incluindo Portugal

Empresa explica que o objetivo do programa é criar mais oportunidades de trabalho para aqueles que procuram uma vida melhor depois de passarem por situações extremas de guerra.
Lusa 17 de Dezembro de 2019 às 13:21
Ikea
Ikea FOTO: Getty Images
A empresa sueca de mobiliário Ikea anunciou esta terça-feira que vai apoiar 2.500 refugiados nos próximos dois anos, dando-lhes experiência de trabalho nas suas lojas em 30 países, como forma de ajudar à sua integração nas comunidades.

O anúncio foi feito no primeiro fórum global sobre refugiados, promovido pela ONU, que teve início esta terça-feira em Genebra, na Suíça, com o propósito de gerar novas abordagens e compromissos a longo prazo para ajudar os milhões de refugiados existentes no mundo e os países anfitriões.

"O objetivo deste programa é criar mais oportunidades de trabalho, dentro do grupo Ingka [que detém a Ikea], para aqueles que procuram uma vida melhor depois de passarem por situações extremas de guerra, perda e violência nas suas vidas", explica a empresa em comunicado.

Portugal será um dos países abrangidos, segundo referiu à Lusa fonte da empresa.

"A Ikea Portugal é um dos 30 mercados do grupo com planos concretos para apoiar a integração da comunidade de refugiados, concretamente no apoio à empregabilidade", disse.

"Estamos em diálogo com as instituições que estão no terreno, nomeadamente o Conselho Português para os Refugiados, no sentido de desenvolver ações relevantes e tangíveis", adiantou a mesma fonte, acrescentando que as primeiras iniciativas serão lançadas durante a primavera e verão de 2020.

O grupo pretende ainda "aumentar o volume de vendas de produtos feitos por artesãos", criando "oportunidades de emprego a cerca de 500 refugiados, bem como a mulheres jordanas, gerando assim valor para as comunidades locais em maior escala", adianta a empresa.

Além disso, acrescenta a Ikea, a fundação associada ao grupo "irá alocar 100 milhões de euros em subsídios, nos próximos cinco anos, para programas que apoiam os refugiados e as comunidades recetoras a melhorarem as suas condições e se tornarem mais independentes".

O fórum global sobre refugiados é promovido pelo Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) e assinala, segundo a organização, o fim de uma "década tumultuosa" que ficará marcada por um número recorde: mais de 25 milhões de pessoas no mundo são refugiadas.

Com a coorganização da Suíça e a cooperação de cinco países (Costa Rica, Etiópia, Alemanha, Paquistão e Turquia), este primeiro fórum global, que conta com a presença de governantes, líderes da ONU, instituições internacionais, organizações não-governamentais (ONG), empresas e representantes da sociedade civil, teve na segunda-feira uma sessão preparatória, estando previstas para esta terça-feira e para quarta-feira as sessões de alto nível.

O Global Refugee Forum acontece precisamente um ano depois da adoção do Pacto Global sobre Refugiados pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

A 17 de dezembro do ano passado, 181 países votaram a favor deste pacto inédito que assumia um grande objetivo: promover uma resposta mais robusta e sistemática para melhorar a vida dos refugiados e as condições dos países anfitriões.

No final de 2018, a população global de pessoas forçadas no mundo a abandonar as suas casas devido a guerras, conflitos, violência, perseguições, violação dos direitos humanos ou desastres naturais ultrapassou os 70 milhões.

O ACNUR refere que, em 2018, a população global de deslocados à força aumentou em 2,3 milhões de pessoas, o que significa que, no ano passado, cerca de 37 mil pessoas por dia ou 25 pessoas por minuto tiveram de abandonar os respetivos lares.

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