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Correio da Manhã

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Impasse político força novas eleições em Espanha

Rei Felipe VI encerra consultas sem propor candidato a primeiro-ministro.
Ricardo Ramos 18 de Setembro de 2019 às 01:30
Sánchez reconheceu a Felipe VI que não tinha apoios para ser investido
Pedro Sánchez
Pedro Sánchez
Sánchez reconheceu a Felipe VI que não tinha apoios para ser investido
Pedro Sánchez
Pedro Sánchez
Sánchez reconheceu a Felipe VI que não tinha apoios para ser investido
Pedro Sánchez
Pedro Sánchez
Os espanhóis vão voltar às urnas a 10 de novembro, pela quarta vez em quatro anos, depois de o rei Felipe VI ter constatado esta terça-feira, após nova ronda de consultas com os partidos, que não existe uma alternativa viável de governo face à recusa da oposição em apoiar a investidura de um executivo minoritário liderado pelo socialista Pedro Sánchez.

"Tentei de todas as maneiras, mas foi impossível", disse Sánchez após acusar a oposição de bloqueio.

O desfecho era inevitável depois de, numa última ronda de telefonemas aos líderes dos três principais partidos da oposição, Sánchez ter percebido que nenhum deles tencionava apoiar a sua investidura.

Na véspera, o líder do Cidadãos, Albert Rivera, ainda fez uma proposta de última hora ao PP para se absterem em conjunto e assim viabilizarem a investidura, mas colocou como condição que Sánchez se comprometesse a romper o acordo com os nacionalistas em Navarra, garantisse que não tencionava indultar os separatistas catalães julgados por desobediência e prometesse que não subiria os impostos.

Sánchez respondeu afirmando que o seu governo já cumpria as três condições, o que levou Rivera a acusá-lo de "gozar com os espanhóis".

Já Pablo Iglesias manteve-se firme na sua recusa em apoiar Sánchez se este não aceitasse uma coligação com o seu partido, selando assim o futuro do PM.
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