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Correio da Manhã

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Incêndio destrói avião

Um avião da companhia aérea China Airlines, de Taiwan, incendiou-se ontem, três minutos após aterrar no Aeroporto japonês de Naha, capital da ilha de Okinawa, no Sul do país. Três pessoas ficaram feridas no incêndio.
21 de Agosto de 2007 às 00:00
O Boeing 737 da China Airlines, de Taiwan, ficou numa bola de fogo
O Boeing 737 da China Airlines, de Taiwan, ficou numa bola de fogo FOTO: Shuho Watanabe / Reuters
O aparelho, um Boeing 737 com 157 passageiros e oito tripulantes a bordo, finalizava a ligação entre Taipé, capital de Taiwan, e Naha quando aparentemente um dos reactores se incendiou. Passageiros e tripulantes conseguiram escapar pelas mangas de emergência.
As chamas foram extintas no espaço de uma hora pelas equipas de bombeiros do aeroporto. Os feridos são dois dos oito tripulantes da aeronave e um dos funcionários do aeroporto, que colaborava na extinção das chamas.
De acordo com a rede de televisão japonesa NHK, uma das turbinas do Boeing 737-800 ter-se-ia incendiado logo após a aterragem. Segundo a companhia aérea, o fogo começou num dos motores do avião, provocando uma grande coluna de fumo. A polícia japonesa descartou pouco depois do incêndio a possibilidade de que este incidente fosse um atentado terrorista.
TESTEMUNHA OCULAR
“Vi vários passageiros a deixarem o avião utilizando a rampa do aparelho. Cerca de um minuto depois, ouvi o som de uma explosão, foi uma grande explosão”, disse Tadahiro Hasuo, uma testemunha ocular, acrescentando que, passando de táxi perto do aeroporto, chegou a sentir o calor da explosão. O porta-voz da China Airlines, Johnson Sun, adiantou que “tudo estava normal, da descolagem à aterragem, até que os pilotos descobriram que o avião estava a arder”.
O Departamento de Aviação Civil de Taiwan vai enviar três representantes e funcionários da China Airlines a Okinawa para investigar a causa do acidente. Os motores do avião foram fabricados pela CFM International, numa ‘joint venture’ entre a General Electric e a Snecma (unidade da Safran), segundo uma fonte do Ministério dos Transportes do Japão, que ressalvou ser cedo para atribuir o acidente a uma falha do motor. A companhia tem um historial problemático, com quatro acidentes fatais nos últimos 13 anos, inclusive a queda de um avião na cidade japonesa de Nagoya, em 1994, que matou 264 pessoas.
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