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Correio da Manhã

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Índios capturam homem que derrubava árvores na floresta Amazónica

Indígenas mantiveram o homem preso durante quase dois dias, enquanto decidiam o que fazer com ele.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 11 de Maio de 2019 às 19:11
Floresta da Amazónia
Desflorestação da Amazónia no Brasil
Amazónia no Brasil
Amazónia no Brasil
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Amazónia
Amazónia
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Floresta da Amazónia
Desflorestação da Amazónia no Brasil
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Desflorestação da Amazónia no Brasil
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Indígenas da etnia Tapirapé, do estado brasileiro de Mato Grosso, no centro-oeste do Brasil, detetaram e capturaram um homem que usava uma potente motosserra para derrubar árvores na área da Reserva Urubu Branco, que pertence àquela tribo. A prisão do desmatador aconteceu na área rural da cidade de Confresa, a 1160 quilómetros da capital de Mato Grosso, Cuiabá.

O som da motosserra foi ouvido de longe pelos indígenas, que o identificaram imediatamente, e eles decidiram procurar quem estava a devastar aquela parte da selva amazónica, dentro do seu próprio território, legalmente demarcado anos atrás pelo governo. Silenciosamente, avançaram pelo meio da floresta e surpreenderam o homem em flagrante, não lhe dando tempo de fugir.

Depois, levaram-no para a aldeia, onde o mantiveram preso por quase dois dias, enquanto decidiam o que fazer com o criminoso. Os indígenas queriam que a Polícia Federal o fosse buscar, por essa corporação ser considerada mais confiável e rigorosa e por a devastação da Amazónia ser um crime federal, mas acabaram por ser convencidos a entregar o preso à Polícia Civil (Judiciária) de Confresa, depois de conseguirem a palavra dos agentes de que não libertariam o homem, como muitas vezes acontece.

O suspeito foi identificado como funcionário de um empresário da região já procurado pela polícia sob a acusação de desmatar áreas indígenas e vender ilegalmente a valiosa madeira da Amazónia.

Na semana passada, o Ibama, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, já tinha levado a cabo uma operação na área, prendendo nessa altura várias pessoas que devastavam a floresta, mas a sensação de impunidade da quadrilha é tanta que dias depois já havia outros suspeitos a derrubar árvores na terra indígena, como o homem que foi preso e depois encaminhado à cadeia pública da região.
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