Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
7

Indisciplina de Aguado é caso isolado

O ministro espanhol da Defesa, José Bono, assegurou ontem que o acto de “indisciplina” do general José Mena Aguado, que defendeu a intervenção do Exército no caso de o novo estatuto autonómico da Catalunha violar a Constituição, é “um caso isolado” nas Forças Armadas.
10 de Janeiro de 2006 às 00:00
“Uma andorinha não faz a Primavera”, afirmou Bono, defendendo que as declarações do general não passaram de um “acto pontual de indisciplina”, prontamente corrigido pelas autoridades devidas. Aguado, recorde-se, foi colocado sob prisão domiciliária até o governo aprovar a sua destituição do cargo de vice-comandante do Exército.
Bono afirmou ainda que o comportamento do Exército espanhol tem sido “exemplar” e foi um dos sectores da sociedade que mais rapidamente assimilou as regras da democracia após a queda da ditadura franquista.
As declarações de Aguado provocaram ondas de choque por toda a Espanha, com vários partidos a assegurarem que o tempo em que eram os militares quem mandava no país já passou.
A única voz discordante partiu das bancadas do Partido Popular, o qual, apesar de condenar a insubordinação do general, afirmou que as ameaças “não surgem por acaso” e constituem um reflexo da “inquietação” gerada na sociedade pela proposta de novo Estatuto da Catalunha.
Entretanto, o ‘El Mundo’ noticiou ontem que o governo terá chegado a acordo com os partidos catalães sobre o reconhecimento da língua catalã em igualdade de circunstâncias com o castelhano.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)