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Correio da Manhã

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INDONÉSIO DEVOROU TRÊS CADÁVERES

Um homem de 32 anos começou esta semana a ser julgado na província indonésia de Java Central sob a acusação de ter comido três cadávares roubados de um cemitério local. O réu confessou tudo e justificou as suas acções afirmando que esperava obter “poderes sobrenaturais”.
27 de Abril de 2003 às 00:00
O caso chocou o país inteiro e valeu ao acusado, identificado apenas como Sumanto, a alcunha de “Hannibal Lecter da Indonésia”, numa alusão ao pérfido canibal protagonizado pelo actor Anthony Hopkins nos filmes “O Silêncio dos Inocentes” e “Hannibal”.
O macabro caso foi descoberto pela Polícia em Janeiro último, quando os vizinhos de Sumanto se queixaram de um “fedor insuportável” proveniente do seu apartamento. Quando os agentes entraram na residência, situada na cidade de Purbalingga, depararam com um cenário mais adequado a um filme de terror: pilhas de ossos humanos, dezenas de frascos com carne humana “conservada” e sacos com pele e outros desperdícios.
Sumanto foi prontamente detido, e acabou por confessar ter comido pelo menos três cadáveres, os quais roubou de um cemitério próximo. Como justificação para o seu macabro acto, afirmou que pretendia adquirir “poderes sobrenaturais” através do consumo de carne humana, segundo indica uma antiga crença local.
Os psicólogos da Polícia consideraram Sumanto como um psicopata, mas uma equipa de psiquiatras do hospital local declarou que ele está mentalmente são e capaz de enfrentar um julgamento.
Na primeira sessão do seu julgamento, o canibal mostrou-se arrependido dos seus actos e pediu perdão. “Estou cheio de remorsos e peço a vossa compaixão”, afirmou perante uma audiência atónita que encheu por completo o tribunal. Como o crime de canibalismo não está formalmente previsto no Código Penal indonésio, Sumanto foi acusado de profanar sepulturas e roubar cadáveres, um crime menor, que pode ser punido até sete anos de cadeia.
O CRIME NA ALEMANHA QUE CHOCOU O MUNDO
Apesar de não serem frequentes, há registo de vários casos de canibalismo no Ocidente. Na memória de muitos está ainda um macabro crime cometido na Alemanha, em 2002, quando um homem assassinou e devorou outro que conheceu através da Internet. O acto terá sido consentido e gravado em vídeo.
Uma história de arrepiar e que chocou os mais insensíveis. Tudo começou quando Armin M., um técnico informático de Rotenburg, atraiu a atenção de Bernd Juergen B., um engenheiro, de 42 anos, residente em Berlim. E o anúncio colocado pelo assassino na Internet não poderia ser mais claro: “Procura-se homem jovem e bem constituído, entre os 18 e os 30 anos, para matança”. Ambos homossexuais, os dois homens encontraram-se em casa de Armin, em Março do ano passado. A partir daí, aconteceu de tudo um pouco, como um “festim”, que incluiu uma “refeição” partilhada: o pénis de Bernd, que o canibal lhe havia cortado e, posteriormente, flamejado em licor e frito. Depois, matou a vítima à facada, cortou-lhe o corpo em pedaços e guardou-os no congelador, tendo-os comido nos meses seguintes. Para tornar completa esta autêntica cena de terror, o acto terá sido consumado com o alegado consentimento expresso da vítima e registado em vídeo pelo canibal. Por fim, o assassino acabou por ser detido – precisamente após ter colocado outro anúncio na “net” à procura de uma nova vítima –, tendo confessado o crime.
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