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INQUÉRITO CRIMINAL A COLISÃO AÉREA

As autoridades judiciais de Zurique abriram hoje um inquérito por suspeita de homicídio por negligência na colisão aérea entre um Tupolev e um Boeing sobre a fronteira germano-suíça, na passada segunda-feira, que provocou a morte a 52 crianças e 21 adultos.
4 de Julho de 2002 às 14:20
Numa primeira reacção, logo após a colisão, os controladores aéreos suíços de Zurique, responsáveis pela orientação dos dois aviões, alegaram que o piloto russo não percebera as instruções enviadas. Mas, ao longo dos últimos dois dias, os indícios de culpa acumularam-se do lado suíço.

O controlador aéreo de serviço estava a cumprir um ligeiro período de descanso na altura e só avisou o piloto russo com 50 segundos de antecedência. Para além disso, o sistema de alerta de colisão da torre de controlo estava desligado para manutenção de rotina. E ontem foi revelado que o Gabinete Federal Suíço de Investigações de Acidentes Aéreos (BEAA) elaborara um relatório, no passado dia 26, alertando para o estado obsoleto do sistema de radar Skyguide.

Já esta manhã, um perito russo que participa nas investigações disse que foi o piloto do avião russo quem alertou o controlo suíço para o facto de ter um avião em rota de colisão. O piloto foi alertado pelo sistema de aviso da cabina de voo, accionado pela presença de um avião em rota de colisão a 22 quilómetros de distância.

O piloto avisou a torre 90 segundos antes do embate. Significa isto que se perderam mais 40 segundos que, acrescentados aos 25 segundos de reacção confirmada, poderiam ter evitado a tragédia.
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