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Correio da Manhã

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INSPECTORES PARTEM DE PYONGYANG TERÇA-FEIRA

Os inspectores da Agência Internacional da Energia Atómica (AEIA) partem de Pyongyang, capital da Coreia do Norte, no primeiro voo da próxima terça-feira, com destino a Pequim, China, terminando seis anos de vigilância apertada às capacidades atómicas do país.
28 de Dezembro de 2002 às 18:09
A operação da AEIA na Coreia do Norte foi terminada por decisão unliateral dos norte-coreanos, ontem revelada ao mundo. Esta manhã, os dois inspectores daquela agência em missão na Coreia do Norte, mais propriamente na central nuclear de Yongbyon, foram oficial e pessoalmente notificados. “Estão a fazer as malas para abandonar Yongbyon o mais rápido possível, com destino a Pyongyang”, disse há momentos um porta-voz da AIEA, indicando que os dois peritos seguem viagem na terça-feira para Pequim, capital do único país que mantém relações mais ou menos próximas com o Estado estalinista da Coreia do Norte.

Se os inspectores estão de saída de Yongbyon, quer dizer que a partir de hoje deixam de haver quaisquer meios externos de controlo sobre o programa nuclear norte-coreano. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, escreveu ao presidente norte-coreano, pedindo-lhe que reconsidere, mas não deverá obter resposta, a julgar pela reacção a uma carta idêntica enviada pela direcção da AEIA... nenhuma.

Em carta de notificação enviada na sexta-feira à AEIA, as autoridades da Coreia do Norte anunciaram a expulsão dos inspectores e explicaram ter decidido recomeçar o programa nuclear depois de os Estados Unidos da América terem colocado o país no chamado “eixo do mal” e na mira de um “ataque nuclear preventivo”.

A central nuclear de Yongbyon foi fechada em 1994, ao abrigo de um acordo internacional, mediante o qual a Coreia do Norte se comprometeu a congelar o seu programa nuclear em troca de petróleo e da instalação de dois reactores de uso militar bem mais difícil, a cargo dos EUA. Mas Washington suspendeu as remessas de petróleo no início do corrente mês, depois de Pyongyang ter anunciado a reactivação do seu programa nuclear, capaz de produzir urânio altamente enriquecido, para produção de ogivas atómicas.
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