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Interpol anuncia demissão do presidente, detido na China

Meng Hongwei viajou para a China e nunca mais foi visto. Pequim confirma que o vice ministro da polícia está a ser investigado.
Lusa 7 de Outubro de 2018 às 20:32
Meng Hongwei nos tempos em que dirigia a Interpol
Meng Hongwei nos tempos em que dirigia a Interpol
Meng Hongwei nos tempos em que dirigia a Interpol
Meng Hongwei nos tempos em que dirigia a Interpol
Meng Hongwei nos tempos em que dirigia a Interpol
Meng Hongwei nos tempos em que dirigia a Interpol

A organização policial internacional Interpol, com sede em Lyon (leste da França), anunciou este domingo a demissão "com efeito imediato" do seu presidente, o chinês Meng Hongwei, considerado desaparecido desse há dez dias e que Pequim suspeita de ter "violado a lei".

"Hoje, domingo, 07 de outubro, o secretariado geral da Interpol em Lyon, em França, recebeu a demissão de Meng Hongwei, na qualidade de presidente da Interpol, com efeito imediato", refere um comunicado divulgado no Twitter, algumas horas após a mulher do dirigente chinês ter afirmado perante os media em Lyon que o seu marido estava "em perigo" na China.


As autoridades de Pequim confirmaram esta segunda-feira (hora local) a detenção de Meng Hongwei, por alegada e "grave violação da legislação estatal", informou previamente o diário South China Morning Post.

A China confimou que "o vice-ministro da segurança pública Meng Hongwei está atualmente sobe investigação pela Comissão Nacional de Supervisão, por suspeitas de violação da lei", divulgou este ógão.

Kim Jong Yang, da Coreia do Sul, vai assumir interinamente a liderança da Interpol. 

O estranho desaparecimento de Meng acontece poucos dias depois de se saber que a atriz Fan Bingbing, a mais popular artista chinesa foi multada em mais de 100 milhões de euros por evasão fiscal. Fan desapareceu em julho e consta que está so custódia policial. Enviou uma mensagem, supostamente assinada por si,  a pedir desculpa pelos crimes e a louvar o partido comunista chinês.

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