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Correio da Manhã

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Interpol: estão identificados um em cada cinco terroristas

As forças de segurança apenas têm identificados 5.600 dos 25 mil combatentes terroristas.
18 de Novembro de 2015 às 17:15
O ministro do Interior espanhol Jorge Fernández Díaz
O ministro do Interior espanhol Jorge Fernández Díaz FOTO: Reuters

O organismo policial internacional Interpol estima que as forças de segurança apenas têm identificados 5.600 dos 25 mil combatentes terroristas em todo o mundo, ou seja um em cada cinco.

"Temos que acabar com essa falha. Temos de enviar uma mensagem de unidade ao (grupo) Estado Islâmico para combater a sua mensagem. A informação é chave para a batalha policial, por isso temos de trabalhar juntos" contra esta ameaça global, disse o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, numa mensagem por vídeo num encontro sobre combatentes terroristas em Sevilha, na Andaluzia, sul de Espanha.

As forças de segurança espanholas têm identificados 139 alegados 'jihadistas', dos quais 25 "retornados" de países como a Síria, e a maior parte deles na prisão. A grande maioria dos cerca de 25 mil combatentes terroristas em todo o mundo está em países como a Síria, o Iraque e o Afeganistão.

Também presente no encontro de Sevilha, o ministro do Interior espanhol, Jorge Fernández Díaz, recordou o número de detenções de 'jihadistas' em Espanha desde 11 de março de 2004, aquando do atentado terrorista na estação de Atocha, em Madrid. Desde 2004, as polícias espanholas já detiveram 650 pessoas supostamente relacionadas com atividades terroristas 'jihadistas'. Só este ano foram detidos mais de 90, em 36 operações. Entre os detidos contam-se alegados terroristas com vínculos a redes internacionais de captação de radicais para as zonas de conflito, mas também os chamados "lobos solitários", radicais que operam à margem das redes internacionais.

"Não vamos a reboque dos acontecimentos, estamos sim a adiantar-nos na luta antiterrorista", sublinhou o ministro, reiterando ainda que Espanha se mantém no nível 4 de alerta antiterrorista (numa escala que vai até 5). "Espanha está em risco elevado de atentado terrorista, mas a segurança absoluta e o risco zero não existem", salientou Fernández Díaz, recordando que o nível 4 de alerta está em vigor desde junho.

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