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Correio da Manhã

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Intervenção russa na Crimeia assusta o Ocidente

Soldados sem identificação tomaram o aeroporto, o Parlamento e vários locais estratégicos da região autónoma que tem relações estreitas com a Rússia.
1 de Março de 2014 às 12:31
Soldados sem qualquer identificação tomaram o Parlamento da Crimeia
Soldados sem qualquer identificação tomaram o Parlamento da Crimeia FOTO: AFP

O presidente norte-americano, Barack Obama, apelou  à Rússia que se abstenha de intervir militarmente na Crimeia, região autónoma do sul da Ucrânia que faz a ligação do País ao Mar Negro. “Qualquer violação da soberania da Ucrânia e da sua integridade territorial seria profundamente desestabilizadora”, disse o presidente americano.

Nas últimas horas, militares não identificados – sem qualquer insígnia nos uniformes mas que se crê serem russos – tomaram vários alvos estratégicos. O Parlamento, o aeroporto internacional da capital, Simferopol, e várias bases militares foram ocupados. A Crimeia serve de base à importante frota militar russa do Mar Negro e a região tem fortes ligações culturais, étnicas e linguísticas à Rússia.

Em Moscovo, a câmara baixa da Duma apelou ao presidente Putin que intervenha militarmente para “estabilizar a região”: O apelo foi secundado  tanto pelo presidente do Parlamento da Crimeia como pelo deposto presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, que está exilado na Rússia. A Rússia não reconhece a autoridade dos oposicionistas que derrubaram Yanukovych e consideram ilegítima a tomada do poder por manifestantes armados.

Sergey Aksyonov, primeiro-ministro da Crimeia – região que tem governo e constituição próprios embora esteja submetido à constituição e leis da Ucrânia - anunciou que foi antecipado para 30 de Março referendo sobre o reforço da autonomia da região. O plebiscito estava marcado para Maio. O governante diz também que as tropas russas estacionadas na região se têm limitado a guardar edifícios estratégicos.

Em Kiev, capital da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk , recém nomeado primeiro ministro do governo provisório,  acusa a Rússia de estar a provocar uma escalada de confrontação. O ministro da Defesa interino diz que a Rússia deslocou para a Ucrânia um reforço de 6 mil soldados.

O presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Durão Barroso, apelou hoje ao "diálogo político" , sublinhando a necessidade de respeitar a "integridade territorial" da Ucrânia. O presidente da Comissão Europeia lembrou  que a representante da diplomacia europeia, Catherine Ashton, irá de novo à Ucrânia na próxima semana, e confirmou que uma missão de especialistas da Comissão Europeia se deslocará a Kiev para avaliar as necessidades do país.

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