Na próxima semana inicia-se finalmente no Reino Unido uma investigação oficial às circunstância que rodearam a morte da princesa Diana. do seu namorado, Dodi al-fayed, em Paris, há mais de seis anos. Um início de ano atribulado para a família real britânica. Tão atribulado quanto o ano que findou. De facto, das várias operações da rainha à alegada homossexualidade do príncipe Carlos, aconteceu de tudo um pouco em terras de Sua Majestade.
Foi o coroar da persistência. Mohamed al-Fayed, pai de Dodi, o último dos ‘amores’ escaldantes da malograda ‘princesa do povo’, passou o ano que findou a tentar provar que o acidente que vitimou o seu filho e Diana na fatídica noite de 31 de Julho de 1997 não foi ‘inocente’. Da tese da ‘cabala’ contra um eventual casamento entre os dois às acusações de que os serviços secretos britânicos terão estado envolvivos no ‘acidente’, de tudo um pouco tem servido a al-Fayed, o mal-amado dono dos armazéns Harrods londrinos para ‘forçar’ a abertura de um inquérito na Grã-Bretanha. Esforços que foram coroados quase no final do ano, com o anúncio da abertura da investigações.
Um inquérito que poderá sem dúvida causar novos ‘amargos de boca’ para a Casa de Windsor, que viveu o último ano, mais uma vez sob grande tensão.
Foi, de facto, um ano mau. E que começou logo em Janeiro, com Isabel II a debater-se com um delicado problema de saúde. Torceu o joelho direito pouco antes do Natal, tendo sido submetida a uma intervenção cirúrgica destinada a retirar um pedaço de cartilagem, numa delicada cirurgia que implicou anestesia geral. Onze meses depois, Isabel II voltou ao hospital para operação idêntica ao joelho esquerdo, aproveitando para ser submetida a uma pequena cirurgia facial, destinada a retirar “tumores benignos na pele” – segundo a expressão utilizada pelo Palácio de Buckingham – que haviam sido detectados nos últimos meses.
CARLOS E AS 'MORDOMICES'
Mas as ‘maleitas’ da soberana nem foram o pior. O julgamento de Paul Burrell, o antigo mordomo de Diana deu que falar em 2003. Burrell, acusado de ter roubado objectos pessoais de Diana, proferiu declarações no mínimo incómodas para a família real que, aliás, não escondeu a sua revolta pela forma como a polícia conduzidiu as investigações.
E que dizer do herdeiro, o príncipe Carlos, que viu a sua intimidade completamente devassada? Em Março, o seu secretário pessoal, Sir Michael Peat, elaborou um relatório falando de um antigo assistente de Carlos, Michael Fawcett, de quem foi dito ser “indispensável” para o príncipe. Já em Outubro, o jornal ‘Mail on Sunday’ ameaçou publicar uma longa entrevista – que veio a ser proibida judicialmente – com George Smith, um antigo funcionário real, que alegou ter sido violado por um membro do ‘staff’ da realeza britânica.
Acresce que Diana gravou uma cassete que reproduz uma conversa com Smith, na qual este nomeia o seu alegado agressor e surpreende ao garantir ter presenciado um membro do ‘staff’ da realeza numa “posição comprometedora” com uma destacada figura da família real...
O ano de 2004 inicia-se com a abertura da investigação oficial no Reino Unido à morte da princesa de Gales. As eventuais revelações que decorrerão do inquérito fazem temer mais problemas para Isabel II e sua família. Para trás, ficaram 12 meses para esquecer: o mediático julgamento de Paul Burrell, antigo mordomo de Diana, as operações a que foi submetida a rainha e, ainda e sobretudo , a alegada homossexualidade de Carlos.
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