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Correio da Manhã

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Irão admite ter receita para bomba nuclear

O Irão admitiu ontem pela primeira vez que obteve no mercado negro instruções pormenorizadas sobre o complicado processo de enriquecimento do urânio, que pode ser usado no fabrico de armas atómicas. A ‘confissão’ de Teerão fez-se acompanhar de uma iniciativa inédita, com artigo pago no jornal ‘The New York Times’ no qual defende o programa nuclear e acusa os EUA e aliados europeus de “hipocrisia” e de criarem uma “crise artificial”.
19 de Novembro de 2005 às 00:00
O Irão recusa visitas às suas centrais nucleares
O Irão recusa visitas às suas centrais nucleares FOTO: Reheb Homavandi, Reuters
O governo de Teerão enviou à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) vários documentos, entre os quais se encontra um que especifica que o país está na posse de informações concretas para fabricar bombas nucleares. A AIEA já entregou o documento aos países membros e vai decidir, na próxima quinta-feira, se leva aquele país ao Conselho de Segurança da ONU por suspeita de estar a produzir armas nucleares.
Segundo a Reuters, um diplomata europeu, não identificado, considera que as instruções são “uma receita para produzir uma bomba nuclear”. Um ponto de vista que não é, no entanto, partilhado pelo perito nuclear americano David Albright para quem aquelas instruções estão longe de ser um guia para a produção de uma arma atómica.
As instruções terão sido obtidas num mercado paralelo gerido pelo cientista paquistanês Abdul Khan, considerado o ‘pai’ da bomba atómica do Paquistão. Khan está em prisão domiciliária desde o ano passado, depois de admitir ter vendido materiais nucleares à Coreia do Norte e Líbia.
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