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Correio da Manhã

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Irão ameaça com "vingança dura"

Regime de Bashar al-Assad anunciou que autoriza, a partir de hoje, investigação da ONU ao alegado massacre com armas químicas junto a Damasco
26 de Agosto de 2013 às 01:00
Rebeldes sírios festejam enquanto preparam lançamento de um rocket contra forças leais ao presidente Bashar al-Assad
Rebeldes sírios festejam enquanto preparam lançamento de um rocket contra forças leais ao presidente Bashar al-Assad FOTO: khalil ashawi/reuters

Com os EUA e o Reino Unido a ponderarem uma intervenção militar na Síria, o Irão, principal aliado do regime de Bashar al-Assad, ameaça com "duras consequências" em caso de ataque. A tensão mantém-se elevada, apesar de Damasco ter autorizado inspeções da ONU para averiguar a utilização de armas químicas.

"A atual guerra terrorista na Síria foi planificada pelos EUA. Apesar disso, o governo e o povo sírios obtiveram grandes sucessos", afirmou um alto responsável militar iraniano, Massoud Jazayeri, prometendo vingança se Washington ultrapassar a "linha vermelha". Teerão reiterou assim o aviso do ministro da Informação de Damasco, Omrane al-Zhobi, segundo o qual um ataque dos EUA "incendiaria todo o Médio Oriente".

As suspeitas de que Assad matou centenas de inocentes com ataques químicos junto a Damasco levou EUA e Reino Unido a ameaçarem com "resposta dura" caso se comprovem as suspeições.

No sábado, os Médicos Sem Fronteiras (MSF) confirmaram taxativamente centenas de mortes por envenenamento tóxico e a ONU exigiu investigar. Damasco anunciou agora que autoriza o acesso dos inspetores, já hoje, aos locais em causa, mas Washington diz que a permissão chega "demasiado tarde para ser credível".

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