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Correio da Manhã

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Irão tem direito a programa nuclear

O Irão, como membro do Tratado de Não-Proliferação nuclear, tem direito de usar a energia atómica para fins pacíficos, mas não deve ser autorizado a possuir armas nucleares, defendeu esta terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Ahmed Aboul Gheit.
16 de Maio de 2006 às 12:01
Ahmed Aboul Gheit
Ahmed Aboul Gheit FOTO: d.r.
Numa conferência de Imprensa realizada no Japão, onde está a realizar uma visita oficial, o responsável pela diplomacia egípcia reiterou a oposição do governo do Cairo à introdução de armas nucleares no Médio Oriente e voltou a apelar para uma solução pacífica para a crise nuclear em torno do programa nuclear iraniano.
“Opomo-nos à introdução de armas nucleares nesta parte do Mundo”, assinalou Ahmed Aboul Gheit, acrescentando que o Irão, como membro do Tratado de Não-Proliferação, tem o direito, como todos os outros, a explorar os usos pacíficos da energia atómica.
Ainda segundo as palavras do ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, “o importante é que ninguém deve introduzir um programa nuclear militar na região, quer seja Israel ou o Irão ou outro país qualquer”.
Recentemente, o responsável pela diplomacia de Teerão, Manouchehr Mottaki, apelou à intervenção do seu homólogo egípcio no sentido de ajudar a resolver a crise nuclear iraniana. Há mais de 25 anos que os dois países não mantinham relações, estabelecendo contactos raros ao mais alto nível entre os dois governos.
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