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Correio da Manhã

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Irão transfere fundos depositados na Europa

Um alto responsável iraniano confirmou esta sexta-feira que o Irão, face ao risco de poder vir a enfrentar sanções económicas do Conselho de Segurança da ONU, devido ao seu programa nuclear, começou a transferir os fundos que tem depositados na Europa para outros bancos estrangeiros.
20 de Janeiro de 2006 às 13:34
“Sim, o Irão começou a retirar dinheiro que tinha depositado em contas abertas em bancos europeus e a transferi-lo para outros bancos estrangeiros”, afirmou este alto responsável de Teerão à agência Reuters a coberto do anonimato.
Antes desta confirmação, um jornal diário em língua árabe publicado em Londres revelou na sua edição de hoje, citando o governador do Banco Central do Irão, Ebrahim Sheibani, que o Conselho Nacional Iraniano havia ordenado que estes fundos fossem enviados para bancos asiáticos.
Quarto maior exportador de petróleo do Mundo, o Irão obtém com as exportações do ‘ouro negro’ cerca de 80 por cento dos seus rendimentos, sendo que grande parte dos proventos são entregues ao Banco Central, que depois os reparte por várias contas no estrangeiro.
”IRÃO É UMA AMEAÇA À PAZ MUNDIAL”
Numa escalada do tom utilizado para criticar a decisão tomada por Teerão de prosseguir o seu programa nuclear contra a opinião da comunidade internacional, Washington voltou a mostrar hoje a sua desaprovação da forma mais directa possível.
“Acreditamos que o Irão é uma ameaça à paz, tanto na sua região como globalmente”, afirmou o subsecretário de Estado norte-americano, Nicholas Burns, durante uma conferência de Imprensa em Nova Deli, no âmbito de uma visita que está a fazer à Índia.
“O Irão está a desrespeitar as fronteiras da lei internacional ao prosseguir com a utilização das infra-estruturas da central de Natanz para efectuar pesquisas sobre centrifugação e enriquecimento de urânio”, assinalou.
Segundo Burns, os EUA defendem a realização de uma votação na reunião da Junta de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) do próximo dia 2 de Fevereiro, com vista a levar o assunto ao Conselho de Segurança da ONU. “O Irão tem de saber que existem sanções para esse tipo de acções”, alegou.
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