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Correio da Manhã

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Iraque mantém retidas 1400 mulheres e crianças estrangeiras do Daesh

Maioria são russas e turcas, mas há várias europeias a viver num campo guardado pelo exército.
J.C.M. 10 de Setembro de 2017 às 19:30
Campo de refugiados no norte do Iraque
Campo de refugiados no norte do Iraque
Campo de refugiados no norte do Iraque
Campo de refugiados no norte do Iraque
Campo de refugiados no norte do Iraque
Campo de refugiados no norte do Iraque
Campo de refugiados no norte do Iraque
Campo de refugiados no norte do Iraque
Campo de refugiados no norte do Iraque
As autoridades iraquianas mantêm retidas num campo do norte do país mais de 1400 mulheres e crianças estrangeiras de combatentes do Daesh. São pessoas que foram capturadas após as tropas do Iraque terem reconquistado a cidade de Mossul que tinha caído nas mãos do grupo terrorista há cerca de três anos

Grande parte destas mulheres dizem que são da Rússia, Turquia e de países da Ásia Central, amas também há mulheres europeias. As autoridades estão agora a averiguar junto dos países de origem a identidade de cada uma destas mulheres, dado que a maior parte não tem documentos de identificação.

O Iraque pretende agora negociar com as embaixadas do países envolvidos o regresso destas pessoas a casa. Até lá, as mulheres e crianças não estão autorizadas a sair do campo.

O grupo terrorista Daesh atraiu ao longo dos anos centenas de combatentes estrangeiros para a sua causa de conquista de vastos território na Síria e no iraque. Para além de homens que vieram combater, centenas de mulheres da Europa e da Ásia juntaram-se aos radicais. Muitas delas casaram-se de livre vontade co os combatentes, outras foram abusadas e tratadas como escravas sexuais.

A Reuters esteve no campo e verificou que ali se fala francês, russo e turco. "Quero regressar a França", disse uma mulher de origem tchechena que garante que vivia em Paris antes de se juntar ao Daesh, com o marido. Nada sobre sobre o que lhe aconteceu. 

Um oficial iraquiano conta à Reuters que a maioria destas mulheres se rendeu às forças Peshmerga curdas perto da cidade de Tal Afar, tal como muitos dos seus maridos. Os curdos entregaram as mulheres e crianças ao exército iraquiano, mas mantiveram os homens prisoneiros na sua posse.

Vive-se no campo um ambiente de tensão, uma vez que ali também vivem centenas de iraquianos que perderam a suas casas durante a guerra e que não perdoam aos militantes do Daesh o sofrimento a que estiveram submetidos nos últimos anos. Temem-se actos de vingança e os dois grupos são mantidos aparte dentro do campo.


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