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Correio da Manhã

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IRAQUE: OPINIÕES DIVERGEM

O chefe da comissão de controlo de armas das Nações Unidas (ONU) em Bagdad, Dimitri Perricos afirmou que a descoberta de 11 ogivas não prova, afinal, que o Iraque tenha violado o embargo.
17 de Janeiro de 2003 às 15:33
Alguns círculos governamentais norte-americanos, hoje citados na edição on-line do jornal alemão “Der Spiegel”, referem que a descoberta não constitui, possivelmente, uma prova de violação das resoluções da ONU pelo Iraque.

Em declarações à cadeia televisiva do Qatar, Al Jazira, o general iraquiano Hossan Mohamed afirmou que as ogivas “não são químicas nem biológicas”. De acordo com um vídeo iraquiano utilizado pela CNN os inspectores não recearam o que pudesse estar no interior das ogivas uma vez que não utilizaram qualquer protecção.

Também o porta-voz da Agência Internacional de Energia Atómica (AEIA), Mark Gwozdecky, considerou ser prematuro decidir a importância que reveste a descoberta de ogivas pelos inspectores. “É necessário estudar bem e pesquisar”, referiu.

Hans Blix, chefe dos inspectores de desarmamento, confirmou esta sexta-feira que a sua equipa tem dúvidas sobre a eliminação de todas as armas de destruição maciça no Iraque. “Não há confiança, não há certeza de que todas as armas químicas e biológicas e mísseis tenham sido eliminados...Cabe ao Iraque demonstrar que tudo foi realmente eliminado”, afirmou Blix.

EUA APRESENTAM PROVAS CONTRA IRAQUE

O embaixador dos EUA na Rússia, Alexander Vernshbo, afirmou quer Washington se prepara para apresentar novas provas de que o Iraque possui armas de destruição maciça e entende que as resoluções da ONU já são suficientes para justificar uma intervenção militar. “O meu governo vai apresentar factos suplementares”, acrescentou ao embaixador.
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