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Correio da Manhã

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Iraquianos celebram vitória sobre o Daesh

Primeiro-ministro iraquiano anunciou em Mossul a reconquista da cidade.
Marco Fonseca Pereira 10 de Julho de 2017 às 01:30
Haider al-Abadi
Primeiro-ministro iraquiano declara vitória na reconquista de Mossul
Batalha de Mossul
Batalha de Mossul
Batalha de Mossul
Haider al-Abadi
Primeiro-ministro iraquiano declara vitória na reconquista de Mossul
Batalha de Mossul
Batalha de Mossul
Batalha de Mossul
Haider al-Abadi
Primeiro-ministro iraquiano declara vitória na reconquista de Mossul
Batalha de Mossul
Batalha de Mossul
Batalha de Mossul
O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, anunciou ontem a derrota oficial do Daesh em Mossul e congratulou as forças armadas pela "vitória" depois de nove meses de combate.

"Haider al-Abadi chegou à cidade libertada de Mossul e felicitou os combatentes heróicos e o povo iraquiano pela grande vitória", diz o comunicado divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro.

Segundo a Reuters, ainda se podiam ouvir disparos e ataques aéreos no dia de ontem. Trinta jihadistas do Daesh morreram depois de se atirarem às águas do Rio Tigre ao fugir do avanço das tropas iraquianas.

O presidente francês, Emmanuel Macron, cujo país apoiou as forças no terreno, também celebrou o triunfo. "A França presta homenagem a todos os que, ao lado das nossas tropas, contribuíram para esta vitória", escreveu na rede social Twitter.

Apoiadas por uma coligação internacional encabeçada pelos EUA, as forças do exército iraquiano começaram a operação de reconquista de Mossul aos jihadistas em outubro de 2016 e libertaram a zona oriental em janeiro deste ano.

Os militantes do Daesh ocuparam em junho de 2014 a cidade iraquiana, onde o líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, proclamou o "Califado" na mesquita Al-Nuri, recuperada pelas tropas iraquianas em finais de junho.

Necessário apoio psicológico para crianças
Enquanto era celebrada a vitória contra o Daesh em Mossul, a ONG ‘Save the Children’ lembrou o impacto psicológico provocado pelos confrontos nas crianças.

"Para as crianças e as suas famílias processarem estes horrores e reconstruírem as suas vidas, o apoio psicológico é absolutamente crucial", disse Ana Locsin, diretora da delegação da ONG no Iraque, relembrando que pouco se faz para ajudar as vítimas.

Os combates em Mossul fizeram milhares de mortos e quase um milhão de deslocados.
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