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Correio da Manhã

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Irmã de príncipe herdeiro saudita condenada por agressão a canalizador

Hassa bint Salman estava acusada de mandar o seu guarda-costas espancar quem lhe arranjou o lavatório.
SÁBADO 12 de Setembro de 2019 às 14:10
Mohammad bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita
Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro saudita
Mohammad bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita
Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro saudita
Mohammad bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita
Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro saudita

Um tribunal francês condenou Hassa bint Salman, irmã do príncipe herdeiro da Arábia Saudita Mohammed bin Salman, a pena suspensa de dez meses de prisão. A princesa saudita foi julgada pelas agressões a um homem que fez reparações no seu apartamento de luxo em Paris, e considerada cúmplice pelo tribunal de violência com ameaça de arma e de rapto. 

Hassa é filha do rei Salman. Tem 42 anos e foi acusada de mandar o seu guarda-costas, Rani Saidi, espancar o canalizador Ashraf Eid. O canalizador foi visto a tirar fotografias dentro do apartamento, em setembro de 2016. 

A princesa foi julgada in absentia (não se apresentou em tribunal), tendo sido acusada pelos procuradores de ato de violência intencional, cumplicidade em rapto e cumplicidade em roubo. Saidi, o guarda-costas, foi acusado de violência intencional, roubo e rapto.

O canalizador trabalhava no apartamento na Avenida Foch, para reparar um lavatório. Fotografou a casa de banho, tendo dito aos investigadores que necessitava disso para o seu trabalho. Quando apanhou o reflexo da princesa no espelho, a princesa saudita chamou o guarda-costas, que espancou o canalizador.

A vítima alega ter sido amarrada e obrigada a beijar os pés da princesa, conhecida na Arábia Saudita pelo seu trabalho de caridade e a favor dos direitos das mulheres.

O canalizador só abandonou o apartamento horas depois. O seu telemóvel foi destruído, e alega que a certo momento a princesa gritou: "Matem-no, ao cão, ele não merece viver." O homem ficou sem trabalhar durante cinco dias, mas a defesa determinou que ele não estava assim tão traumatizado, segundo a AFP, porque apareceu no apartamento para cobrar a conta de 21 mil euros.

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