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Irritada e confusa: revelados novos detalhes sobre estado de saúde de Christa Pike

Norte-americana sobreviveu a duas injeções letais. Foi condenada por matar uma colega de 19 anos.

07 de outubro de 2026 às 23:38

A condenação à morte de Christa Pike terminou sem sucesso. Depois de consciente e a falar, a mulher de 50 anos encontra-se, de acordo com novas informações, raivosa e confusa. "Onde estou?", perguntou Pike, esta quarta-feira. "Ela está irritada e confusa com tudo neste momento", revelou a defesa da norte-americana.

A equipa jurídica adiantou que Christa Pike ainda não consegue mexer os braços nem engolir e que apresenta alguma confusão cognitiva. Está a sofrer, também, de uma pneumonia e apresenta com um coágulo sanguíneo no braço. O advogado da mulher, Randy Spivey, descreve ainda que as mãos de Pike estavam inchadas quando a encontrou, na terça-feira, acorrentada à cama do hospital. Apesar das mais recentes informações, o prognóstico de Christa Pike permanece incerto. O que se sabe, com certezas, é que Pike é a primeira pessoa a resistir às injeções letais previstas no código da pena de morte dos Estados Unidos. 

Na audiência de quarta-feira, um juiz disse ao estado que o Departamento de Correções do Tennessee tinha de preservar as provas, incluindo "tudo o que estava presente no local", avança a Associated Press. 

A juíza do Tribunal de Justiça, I'Ashea Myles, afirmou que pretende emitir uma ordem abrangente que obrigará o estado a manter gravações, depoimentos de testemunhas, e-mails, medicamentos, seringas, cateteres intravenosos e outros itens médicos. Os advogados de Pike acusaram o estado dos EUA de realizar a tentativa de execução em segredo, afirmando que é necessária mais transparência.

A norte-americana sobreviveu a duas injeções de pentobarbital administradas durante a execução, a que já estava condenada há mais de 30 anos. Os advogados dizem agora estar gratos à equipa médica do hospital, que "trataram Christa como um ser humano e prestaram cuidados excecionais".

Na quarta-feira, uma hora depois de Christa Pike ter recebido a primeira injeção, testemunhas relataram que ouviram a mulher a engasgar-se. Depois de uma segunda dose não ter surtido efeito, teve de ser hospitalizada. Foi-lhe colocada uma máscara para respirar.

Christa Pike seria a primeira mulher a ser executada no Tennessee em mais de 200 anos.

A tentativa desastrosa levou a uma ampla condenação em todo o espectro político. Como consequência desta que era já a quinta execução mal-sucedida em dois estados diferentes desde 2022, o chefe do sistema prisional do Tennesse, Frank Strada, decidiu demitir-se do cargo.

Christa Pike tinha sido condenada à morte pela tortura e assassinado de Colleen Slemmer, de 19 anos, uma colega de Knoxville Job Corps. Na altura, Pike tinha 18 anos e o então namorado, Tadaryl Shipp, tinha 17. Como Shipp não era elegível para a pena de morte, recebeu uma sentença de prisão perpétua.

Especialistas médicos e em injeção letal concentraram-se na possibilidade de um problema com o cateter intravenoso ter feito com que a droga se acumulasse no tecido de Christa Pike em vez de entrar na corrente sanguínea. As autoridades ainda não se pronunciaram sobre a situação. 

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