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Isolamento do Qatar poderá ser "o início do fim do terrorismo"

Donald Trump visitou recentemente a Síria na luta contra islamismo radical.
Lusa 6 de Junho de 2017 às 18:01
Donald Trump
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O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse esta terça-feira que o isolamento do Qatar marca "talvez o início do fim do horror do terrorismo", sugerindo que "todos elementos apontam para o Qatar" quando se trata do financiamento do extremismo.

Os países do Golfo Pérsico afirmaram que "iam adotar uma linha dura contra o financiamento do extremismo e todos os elementos apontam para o Qatar", escreveu Trump, na rede de 'microblogues' Twitter.

"Isto será talvez o início do fim do horror do terrorismo", acrescentou o líder norte-americano, numa referência à decisão da Arábia Saudita e de outros países da região de cortarem relações com o Qatar e de tomarem medidas para isolar o país.

Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Egito, Iémen e Líbia, além das Maldivas, anunciaram sucessivamente, na segunda-feira, o corte de relações diplomáticas com o Qatar, criando a mais grave crise regional desde a guerra do Golfo de 1991.

Riade justificou a decisão com "o acolhimento pelo Qatar de vários grupos terroristas e sectários para desestabilizar a região", incluindo a Irmandade Muçulmana, a Al-Qaida, o Daesh e grupos apoiados pelo Irão.

O corte de relações é associado a medidas que implicam o isolamento do Qatar, anfitrião do Mundial de Futebol 2022, com o encerramento de fronteiras terrestres e marítimas, proibições de sobrevoo e restrições à deslocação de pessoas. Sete companhias aéreas anunciaram a suspensão dos voos de e para Doha.

A diplomacia do Qatar considerou as acusações injustificadas e baseadas em alegações e pressupostos falsos: o Qatar "não interfere nos assuntos alheios" e "luta contra o terrorismo e o extremismo", afirmou o emir, xeque Tamim Ben Hamad Al-Thani.

Na manhã desta terça-feira, Donal Trump disse no Twitter,  já tinha associado o isolamento do Qatar à sua recente visita à Arábia Saudita, que foi centrada na luta contra o islamismo radical.

"Durante a minha recente viagem ao Médio Oriente, afirmei que o financiamento da ideologia radical devia acabar. Os líderes apontaram o dedo ao Qatar", escreveu o chefe de Estado norte-americano.

As declarações de Trump contrastam com o tom conciliador do secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, que na segunda-feira pediu aos países do Golfo para permanecerem "unidos" e para "conversarem sobre as diferenças".

O Qatar alberga a maior base aérea americana naquela região, sede do comando militar americano destacado no Médio Oriente.

Esta base aérea é crucial na luta contra o grupo extremista Daesh na Síria e no Iraque conduzida por uma coligação internacional liderada por Washington, que também integra o Qatar.
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