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Israel ameaça com represálias

O ministro israelita da Defesa advertiu que o seu país "saberá o que fazer" se Moscovo fornecer armas ao regime do presidente Bashar al-Assad
29 de Maio de 2013 às 01:00

Israel advertiu ontem que "saberá o que fazer" caso a Rússia concretize a venda de mísseis S-300 ao regime sírio de Bashar al-Assad, que Moscovo defende como " fator estabilizador" e para "conter ingerências estrangeiras" na região assolada pelo conflito.

"Os mísseis são uma ameaça [para Israel]. Esperemos que a venda não se concretize. Mas, se acontecer, saberemos o que fazer", avisou o ministro israelita da Defesa, Moshe Yaalon, durante uma visita a uma base militar; acrescentando que o fornecimento de mísseis seria como cruzar a "linha vermelha". Yaalon não pormenorizou o tipo de ações a que se referia, mas Israel considera que os mísseis poderão infligir danos à sua população civil, o que poderá motivar novos ataques preventivos. Ontem mesmo, Israel lançou um exercício destinado a preparar a população civil para enfrentar uma "chuva diária" de centenas de mísseis e rockets, numa altura em que aumenta a tensão na região. O anúncio de Moscovo foi uma resposta à UE que, apesar de muito dividida, deu luz verde aos Estados-membros para eventualmente armarem os rebeldes sírios. De facto, na ausência de um acordo unânime, os europeus decidiram que o embargo de venda de armas à Síria, que termina no fim deste mês, não será renovado e que cada país decidirá então se pretende fornecer armas aos grupos anti-regime, com o compromisso de não ser efetuado qualquer envio de material militar até agosto, para dar uma oportunidade às conversações de Genebra, marcadas para junho e patrocinadas pelos EUA e Rússia. n *com agências

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