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Correio da Manhã

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Israel castiga adesão à UNESCO

O governo de Israel reagiu ontem à admissão da Palestina como membro de pleno direito da UNESCO e aprovou uma primeira represália: a construção de duas mil casas em colonatos judaicos e em áreas de Jerusalém Leste.
2 de Novembro de 2011 às 01:00
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, tem procurado aproximar o PM israelita, Benjamin Netanyahu (à esq.) e Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, tem procurado aproximar o PM israelita, Benjamin Netanyahu (à esq.) e Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana FOTO: Mosche Milner/Epa

"Trata-se de duas mil moradias que em qualquer futuro acordo de paz ficarão sob controlo israelita", afirmou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Além desta medida, o executivo conservador debateu ainda a possibilidade de congelar a transferência de fundos para a Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) e de retirar aos dirigentes palestinianos os passes VIP que facilitam a passagem nos postos de controle de Israel.

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, o ultranacionalista Avigdor Lieberman, defende mesmo o corte de relações com a ANP e deseja ver essa proposta debatida no Parlamento.

Nabil Abu Rdainah, porta-voz do presidente da ANP, Mahmoud Abbas, considerou que, com esta medida, Israel decidiu "acelerar a destruição do processo de paz" e classificou como "desumana" a decisão de suspender temporariamente a transferência de fundos para a ANP, prevista nos acordos de paz de Oslo, formalizados publicamente em 1993, nos EUA.

As construções serão realizadas em Jerusalém, Gush Etsion (a sul de Belém) e Maale Adumim (na Cisjordânia, a escassos quilómetros de Jerusalém).

Refira-se que a decisão de impor represálias às autoridades palestinianas foi tomada depois de os EUA anunciarem a suspensão da contribuição financeira anual de cerca de 70 milhões de dólares à UNESCO, agência da ONU para a cultura, a ciência e a educação, que fica privada de 22% do seu orçamento.

ISRAEL PALESTINA UNESCO
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