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Correio da Manhã

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Israel mantém operações na Cisjordânia

Soldados israelitas feriram a tiro com gravidade, esta quinta-feira, um jovem palestiniano de 13 anos que os apedrejou durante uma operação militar desencadeada na Cisjordânia, revelaram fontes médicas palestinianas. Este é o mais recente episódio violento ocorrido na região nos últimos dias, num crescendo de retaliações de ambos os lados que está a pôr em perigo as tréguas acordadas entre israelitas e palestinianos.
3 de Novembro de 2005 às 11:48
Nos últimos dias, o Exército israelita abateu pelo menos 16 palestinianos, a maioria dos quais militantes de grupos radicais
Nos últimos dias, o Exército israelita abateu pelo menos 16 palestinianos, a maioria dos quais militantes de grupos radicais FOTO: Reuters
Segundo testemunhas palestinianas e uma fonte militar israelita, os soldados abriram fogo sobre um grupo de jovens que estava a apedrejá-los durante uma operação destinada a cercar e deter militantes refugiados na cidade de Jenine, no Norte da Cisjordânia. De acordo com estas mesmas fontes, antes de abandonarem a zona, os soldados também se envolveram em trocas de tiros com palestinianos armados.
Fontes médicas indicaram que o rapaz, ferido na cabeça, foi transportado para um hospital israelita para receber tratamento. Testemunhas palestinianas referiram que as forças israelitas abandonaram o local dos incidentes depois de terem detido três polícias palestinianos, enquanto uma fonte militar israelita fez saber que já está a decorrer uma investigação para apurar o que realmente se passou.
Nos últimos dias, o Exército israelita aumentou as operações militares na Cisjordânia depois de um militante da Jihad Islâmica ter-se feito explodir, no passado dia 26 de Outubro, num mercado ao ar livre na cidade israelita de Hadera, matando seis pessoas e ferindo mais de trinta outras. Durante a noite de ontem, noutras operações, os soldados israelitas detiveram cerca de duas dezenas de premíveis militantes palestinianos na Cisjordânia.
O atentado registado em Hadera, o primeiro ocorrido em Israel desde a retirada do Exército israelita da Faixa de Gaza, foi reivindicado pela Jihad Islâmica como sendo uma resposta à morte de um militante, abatido por militares israelitas. Nesta troca de acusações e retaliações, militantes palestinianos lançaram hoje mais um ‘rocket’ sobre o sul de Israel, causando três feridos, depois de Israel ter garantido que vai responder de “forma enérgica” a todos os ataques.
HAMAS APRESENTA CONDIÇÕES
Esta quinta-feira, o Hamas, grupo palestiniano criado durante a primeira Intifada (sublevação palestiniana, em 1987-93) com base na Faixa de Gaza, responsável por inúmeros atentados bombistas suicidas contra Israel, fez saber que só renovará as tréguas com os israelitas se cessarem os ataques contra os militantes palestinianos e foram libertados os presos ainda detidos nas prisões de Israel.
“Um período de calma depende de o inimigo parar com a agressão e libertar os presos palestinianos, todos eles... Nada disso foi feito. Não daremos um período de calma sem um preço. O preço é libertar o nosso povo detido nas prisões israelitas e parar com a agressão israelita”, afirmou Mahmoud al-Zahar, um dos líderes do Hamas.
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