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Correio da Manhã

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Israel: Menina vítima de judeus ultra-ortodoxos

A israelita Naama Margolese, de apenas 8 anos, é submetida, diariamente, a insultos e perseguições por parte de elementos da comunidade judaica ultra-ortodoxa.
27 de Dezembro de 2011 às 15:06
Menor revelou ter medo de ir para a escola porque é alvo constante de agressões e chegou a ser já apedrejada
Menor revelou ter medo de ir para a escola porque é alvo constante de agressões e chegou a ser já apedrejada FOTO: d.r.

A menor revelou ter medo de ir para a escola porque é alvo constante de agressões e chegou a ser já apedrejada. Os actos são justificados, de acordo com a imprensa israelita, pelo vestuário utilizado por Margolese, demasiado ousado para os cânones.

O caso de Naama chama, uma vez mais, a atenção ao abuso e à segregação das mulheres na comunidade judaica.

Esta segunda-feira, a cidade israelita da Beit Shemesh foi palco de graves conflitos entre ultra-ortodoxos e a polícia, quando esta tentou retirar vários sinais que se encontravam espalhados pelas ruas e que ordenavam a segregação de género.

Entre as medidas defendidas pela comunidade ultra-ortodoxa face às mulheres, contam-se o uso de vestuário próprio, permissão para se sentarem apenas no fundo dos autocarros e andar no passeio oposto ao dos homens.

Os judeus ultra-ortodoxos representam, actualmente, 10% da população israelita e exibem um crescimento anual muito elevado, devido à sua alta taxa de natalidade. Tornando-se cada vez mais agressivos, eles tentam impor as suas formas de vida e os seus hábitos à restante população.

Em Jerusalém, a maior cidade do país, os anunciantes foram forçados a remover rostos femininos dos outdoors devido ao vandalismo persistente.

Apesar de ser alvo de fortes críticas por parte da comunidade que alega que as medidas tomadas pelo ministério israelita não são suficientes para fazer face ao problema, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu apela contra a violência num país que considera ser um estado livre e democrático.

Esta terça-feira, pelas 18h00, mais de 10 mil pessoas são esperadas em Beit Shemesh, em sinal de protesto contra a exclusão das mulheres.

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