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Correio da Manhã

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Israel troca vacinas russas por uma prisioneira israelita

Negócio, realizado em segredo na semana passada com medição de Moscovo, está a causar grande polémica em Israel.
Francisco Gomes 22 de Fevereiro de 2021 às 01:30
Benjamin Netanyahu
Benjamin Netanyahu
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Benjamin Netanyahu
Israel pagou à Rússia 1,2 milhões de dólares (cerca de um milhão de euros) para fornecer à Síria vacinas contra a Covid-19, alegadamente em troca da libertação de uma jovem israelita detida em Damasco.

O negócio, realizado em segredo na semana passada com medição de Moscovo, foi revelado agora pela imprensa e está a causar grande polémica em Israel. Muitos criticam o secretismo do negócio e também o facto de o Estado judaico ajudar um país inimigo, ao mesmo tempo que recusa distribuir vacinas nos territórios palestinianos sob controlo israelita.

A ONU tinha já frisado que é responsabilidade de Israel vacinar os palestinianos nos territórios ocupados. Acresce que ninguém sabe como o regime de Bashar al-Assad distribuirá as vacinas.

O PM de Israel, Benjamin Netanyahu, assegurou que “nenhuma vacina israelita” esteve envolvida no negócio e recusou mais explicações, alegando que a Rússia pediu secretismo. A identidade da israelita libertada está envolta em mistério, bem como as razões que a levaram a entrar na Síria.

Além das vacinas, Israel trocou a jovem por dois pastores sírios capturados nos Montes Golã, anexados por Israel na guerra de 1967. Desde essa altura, Israel e a Síria continuam oficialmente em estado de guerra. 
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