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Correio da Manhã

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Israel apoia Obama contra Estado Islâmico

Benjamin Netanyahu adverte para a "ingenuidade" de permitir ao Irão o acesso a armas nucleares.
16 de Novembro de 2014 às 15:57
Benjamin Netanyahu adverte os Estados Unidos contra os riscos de um acordo com Teerão
Benjamin Netanyahu adverte os Estados Unidos contra os riscos de um acordo com Teerão FOTO: Reuters

Israel apoia os Estados Unidos na luta contra o Estado Islâmico (EI), afirmou este domingo o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, advertindo também a comunidade internacional contra a "ingenuidade" de permitir ao Irão o acesso a armas nucleares.


Em entrevista à cadeia norte-americana de televisão CBS, o líder israelita disse que "apoia o presidente [Barack] Obama para chefiar a coligação" internacional anti-jihadistas. "Devemos lutar contra o EI, ele deve ser derrotado e pode ser derrotado", insistiu Netanyahu, no dia em que o grupo ultrarradical reivindicou a execução, por decapitação, do refém norte-americano Peter Kassig, num vídeo "online".


Natanyahu assegurou que Israel está "a cooperar totalmente com os Estados Unidos" e são partilhadas "todas as informações que devem ser trocadas". "O Médio Oriente está inundado com militantes islâmicos, militantes islâmicos liderados pela al-Qaida e o EI, do lado sunita. E militantes islamitas liderados pelo Irão e pelo Hezbollah do lado xiita. Nós queremos que estes dois lados percam", disse.

Alerta contra o Irão
O Irão, inimigo de Israel, e o grupo '5+1' (Estados Unidos, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha) concluíram, sob pressão, esta semana, em Viena, uma negociação que poderia ter levado a um acordo histórico sobre o programa nuclear de Teerão.


Israel já advertiu os Estados Unidos contra os riscos de um acordo com Teerão, o que colocaria o Irão à beira da energia nuclear.


"O Irão não é vosso aliado. O Irão não é vosso amigo. O Irão é vosso inimigo. Não é o vosso parceiro. O Irão está comprometido com a destruição de Israel", insistiu Netanyahu este domingo de manhã, na CBS, dirigindo-se aos EUA e a toda a comunidade internacional.

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