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Correio da Manhã

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Italianos começam retirada em Setembro

A Administração norte-americana desvalorizou o anúncio feito pelo governo da Itália de uma retirada parcial das suas tropas no Iraque e negou que esta iniciativa tenha a ver com o caso da morte do agente secreto italiano Nicola Calipari.
16 de Março de 2005 às 08:04
"Nós apreciamos muito a contribuição dos italianos. Eles serviram-nos e sacrificaram-se com os iraquianos e outras forças da coligação", salientou o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan.
O chefe do governo italiano, Sílvio Berlusconi, anunciou hoje a retirada progressiva do Iraque dos cerca de 3.000 militares do contingente italiano, terceira força da coligação internacional, a partir de Setembro, a pedido da sua opinião pública.
As relações entre Itália e os Estados Unidos atravessaram momentos de tensão devido ao tiroteio registado há 10 dias nos arredores de Bagdad, durante o qual morreu um agente dos serviços secretos italianos e ficou ferida a jornalista Giuliana Sgrena.
Soldados norte-americanos abriram fogo contra o veículo em que os agentes italianos e a jornalista viajavam e se dirigia para o aeroporto internacional de Bagdad.
A viagem de carro para o aeroporto ocorreu depois de o agente italiano morto, Nicola Calipari, ter negociado com êxito a libertação de Sgrena, que tinha sido capturada por um grupo radical iraquiano. O porta-voz da Casa Branca negou que houvesse uma relação entre a decisão italiana e o caso Calipari: "Não ouvi nada disso por parte dos responsáveis italianos", salientou.
A retirada italiana é a última anunciada por uma série de países integrantes da coligação militar no Iraque. A Bulgária anunciou hoje a retirada dos seus 450 efectivos para o final deste ano depois de um dos seus soldados ter sido morto por fogo amigo norte-americano. O Governo holandês anunciou que começará a retirar as suas tropas em meados de Abril, enquanto a Polónia e a Ucrânia o farão ao longo de 2005.
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