Presidente brasileiro criticou governadores de estados e autarcas de cidades que adotaram mediddas de isolamento social.
1 / 5
Contrariando Bolsonaro, 76% dos brasileiros aprovam as medidas de quarentena decretadas por governadores e autarcas por todo o Brasil
Numa nova violação às orientações de médicos, do seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e da Organização Mundial de Saúde, OMS, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, voltou este domingo a sair, a provocar aglomeração em frente ao palácio presidencial e a ter contacto físico com apoiantes. Bolsonaro tocou as mãos de simpatizantes, abraçou ao menos um deles, e tirou fotos colado a muitos outros enquanto criticava mais uma vez governadores de estados e autarcas de cidades que adotaram medidas de isolamento social para tentarem reduzir o ritmo do avanço da pandemia de coronavírus.
"Cada chefe de executivo (estaduais e municipais) está a tentar mostrar mais medidas restritivas do que o outro. Mas já tem gente que está a voltar atrás. Eu posso ficar três anos aqui em isolamento, se precisar, mas o povo brasileiro não pode", afirmou Bolsonaro aos populares aglomerados como de costume junto à entrada do palácio, em Brasília. "A minha missão aqui, o pessoal deve saber, é fazer o melhor para o país. Semana passada, eu fui massacrado pela imprensa por ter ido a Taguatinga (cidade satélite de Brasília onde confraternizou com populares), como se um general não pudesse estar no meio dos seus soldados", justificou o governante, que em outros dois domingos também foi para as ruas de Brasília alegando que um presidente tem de estar junto ao povo.
Enquanto fazia esse pequeno discurso, Jair Bolsonaro manteve uma distância prudente da multidão, que, no entanto, se aglomerava sem qualquer cuidado. Mas, quando um dos populares disse que não abraçava ninguém desde o dia 17 de Março, por causa do coronavírus, Bolsonaro foi até ele, primeiro apertou-lhe a mão e depois deu-lhe um abraço.
Em seguida, e violando totalmente as orientações dos especialistas, Bolsonaro tomou literalmente um banho de multidão e tirou fotos com muitos dos populares. Enquanto isso, a multidão entoava versículos da Bíblia e cânticos evangélicos e pedia ao presidente aquilo que ele mais deseja, que tome medidas para acabar com o isolamento social e o fechamento de actividades não essenciais decretadas por governantes regionais e locais, que Bolsonaro considera que são uma forma de prejudicar o seu governo paralisando a economia e visando as próximas presidenciais, que só se realizam em 2022 e nas quais ele já é candidato assumido à reeleição.
Até esta segunda-feira, e apesar de o Brasil ainda estar muito longe do pico da pandemia de coronavírus, o país já tinha registado 11.298 infectados e 490 mortes. Esta segunda também, o Instituto Datafolha divulgou uma sondagem que mostra que 76% dos brasileiros aprovam incondicionalmente as medidas de quarentena e isolamento social, evidenciando claramente o isolamento do presidente em relação à vontade da maioria da população.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.