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Correio da Manhã

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Japão deseja que sistema de Hong Kong se mantenha

Mais de 1.200 empresas japonesas têm filiais ou representações no território.
3 de Outubro de 2014 às 07:27
Os estudantes concordaram sentar-se à mesa do diálogo com o Governo
Os estudantes concordaram sentar-se à mesa do diálogo com o Governo FOTO: Carlos Barria/Reuters

O Japão pronunciou-se esta sexta-feira sobre os protestos pró-democracia em Hong Kong, afirmando esperar que o sistema "livre e aberto" do território não seja posto em causa.

"O Japão espera vivamente que o sistema livre e aberto de Hong Kong se mantenha sob o princípio 'Um País, dois sistemas', o que permitiria ao Japão preservar a sua estreita relação com Hong Kong", disse aos jornalistas o secretário-geral do Governo nipónico, cujo titular do cargo é habitualmente considerado o "número dois" do Executivo.

Yoshihide Suga destacou em particular a relação com económica com Hong Kong, "cujo futuro é de grande interesse de Tóquio".

Terceiro parceiro comercial

A declaração surge numa altura em que os estudantes, cujos pacíficos protestos têm tomado conta da Região Administrativa Especial chinesa, concordaram sentar-se à mesa do diálogo com o Governo, enquanto prometem continuar com a sua ação.

"A prosperidade de Hong Kong desempenha um papel importante na prosperidade e estabilidade não apenas da China mas de toda a região da Ásia-Pacífico, incluindo o Japão", disse Suga.

Mais de 1.200 empresas japonesas têm filiais ou representações em Hong Kong, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O Japão figura, por outro lado, como o terceiro parceiro comercial de Hong Kong, a seguir à China e aos Estados Unidos, enquanto a antiga colónia britânica se afirma como o maior destino das exportações dos produtos agrícolas do Japão.

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