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Jeffrey Epstein: O magnata envolvido num escândalo sexual que morreu na prisão

Milionário criou uma rede para violar meninas e usou influência para assediar modelos da Victoria’s Secret.
Vânia Nunes 11 de Agosto de 2019 às 01:30
Jeffrey Epstein
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Jeffrey Epstein, o milionário norte-americano acusado de tráfico de menores, suicidou-se ontem, na prisão de Manhattan, nos EUA, onde se encontrava a aguardar julgamento desde o dia 6 de julho.

Suspeito de controlar uma rede que criou há mais de uma década para abusar de meninas nas suas mansões de Nova Iorque e Florida, o magnata de 66 anos já tinha sido encontrado com ferimentos no pescoço, em julho. Na altura, o canal CNRS informou que, antes do incidente, Epstein tinha recebido documentos de uma nova denúncia de violação de uma adolescente de 15 anos. Dias antes, o juiz tinha negado ao empresário o pedido de ser colocado em prisão domiciliária até ao início do julgamento, previsto para junho de 2020.

Em 2008, o empresário, amigo de Donald Trump e Bill Clinton, já tinha sido acusado de ter abusado sexualmente 40 adolescentes. No entanto, na altura chegou a acordo com o então procurador de Miami, Alexander Acosta – posteriormente nomeado secretário do Trabalho dos EUA.

Acabou por escapar à prisão perpétua, declarando-se culpado de crimes menores, o que fez com que cumprisse uma pena de apenas 13 meses. Mas as acusações já vêm da década de 90, quando o multimilionário era conselheiro pessoal do líder da Victoria’s Secret, Leslie H. Wexner. De acordo com o ‘The New York Times’, Epstein fez-se passar por um recrutador da marca de lingerie e terá tentado violar uma modelo de 27 anos.

"Gosta mais de mulheres bonitas do que eu"
Antes do escândalo sexual rebentar, Jeffrey Epstein era apenas conhecido por ser amigo de nomes influentes como Bill Clinton, o príncipe Andrew de Inglaterra e Donald Trump.

"É um tipo incrível. Muito divertido. Diz-se que gosta ainda mais de mulheres bonitas do que eu, e que gosta delas bem jovens", chegou a dizer o presidente dos EUA sobre o milionário. Na internet, há fotografias e vídeos que comprovam que os dois se divertiam juntos em festas, embora um advogado de Trump já tivesse vindo dizer que não havia uma "relação social" entre ambos.

Ao longo da vida, Epstein sempre se movimentou em meios luxuosos e exclusivos e fez uma fortuna incalculável.

Em 1982 fundou a sua primeira empresa, J. Epstein & Co. Anos mais tarde, mudou-se para as ilhas Virgens Americanas por causa dos impostos e a empresa passou a chamar-se Financial Trust Co. Sabe-se que o seu principal cliente foi Leslie H. Wexner, líder da marca de lingerie Victoria’s Secret. O magnata passou a gerir a fortuna do empresário em 1980 e, a partir daí, começou a adquirir um vasto património.

Comprou uma mansão em Nova Iorque, uma propriedade em Ohio e um avião que pertenciam a Wexner. Depois de o escândalo sexual ter rebentado e de haver denúncias de modelos da marca, Wexner, cuja fortuna ascende os 5 mil milhões de euros, foi convidado a comentar o caso e afirmou ao ‘The New York Times’ que nunca teve conhecimento "das atividades ilegais" de que o amigo estava a ser acusado.

Mansão avaliada em 70 milhões de euros
A mansão em Manhattan, nos Estados Unidos, onde terão ocorrido os abusos sexuais, está avaliada em cerca de 70 milhões de euros. Mas o seu património não fica por aqui.

Jeffrey Epstein detinha propriedades um pouco por todo o Mundo, como no Novo México, em Paris ou nas ilhas Virgens Americanas. Era comum deslocar-se num jato privado e tinha uma frota de pelos menos 15 carros.
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