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João Loureiro viajou a bordo de avião com 587 quilos de droga de São Paulo para Salvador

Ex-presidente do Boavista garantiu estar "absolutamente alheio" à polémica.
Correio da Manhã 27 de Fevereiro de 2021 às 00:21
João Loureiro
'Entrevista de emprego' foi a justificação dada por João Loureiro após escândalo de jato privado com 500 quilos de cocaína
João Loureiro
'Entrevista de emprego' foi a justificação dada por João Loureiro após escândalo de jato privado com 500 quilos de cocaína
João Loureiro
'Entrevista de emprego' foi a justificação dada por João Loureiro após escândalo de jato privado com 500 quilos de cocaína
João Loureiro estava no voo de São Paulo para Salvador, no Brasil, antes de ter sido apreendida uma grande quantidade de cocaína no avião privado.

Contactado pelo Correio da Manhã, o ex-presidente do Boavista que afirmou: "Viajei de São Paulo para Salvador, onde, quando, me é comunicado um atraso no voo para Portugal, decidi, tal como o Bruno Carvalho Santos e Hugo Cajuda, regressar a São Paulo para regressar a Portugal num voo comercial, pelo que, como sempre disse, quando a apreensão é feita em salvador, eu e eles estávamos em São Paulo".

O CM insistiu: "Viajou no Falcon de São Paulo para Salvador e depois num comercial de Salvador para São Paulo, correto?". Ao que o ex-presidente do Boavista assumiu: "Sim, e só depois vim a saber da apreensão. Noutro dia, tal como eles [os empresários]".

Estes factos contrariam as afirmações do ex-presidente do Boavista, que garantiu estar "absolutamente alheio" à polémica que envolve 587 quilos de estupefacientes e disse ao CM estar a viver "um thriller" com o episódio.

Ao Correio da Manhã, esta quarta-feira, a Polícia Federal (PF) do Brasil confirmou que já foram "ouvidas as pessoas diretamente relacionadas com os factos", não referindo os nomes dos suspeitos, mas o CM sabe que já foram ouvidos os tripulantes do avião e João Loureiro, cujo nome constava no manifesto do voo.

Ainda, sobre a colaboração entre Portugal e o Brasil, a PF assegurou que as autoridades dos dois países "possuem um histórico de cooperação" que será reativada neste processo, caso seja "necessário às investigações".

A PF adiantou também que, "uma vez em território europeu, a droga pode transitar entre diversos países, inclusive Portugal, razão pela qual nem sempre é possível apontar qual seria o verdadeiro destino".
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