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Correio da Manhã

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JOÃO PAULO II CRITICA CASTRO

O Papa escreveu ao presidente cubano, Fidel Castro, para lhe manifestar "profundo pesar" pelas recentes execuções e pedir-lhe "um gesto de clemência significativo" para com os dissidentes condenados a longas penas de prisão, anunciou ontem o Vaticano.
27 de Abril de 2003 às 00:00
"Assim que soube das pesadas penas infligidas a um grupo significativo de dissidentes cubanos, entre os quais três que foram condenados à morte, o Papa pediu ao secretário de Estado (do Vaticano), cardeal Ângelo Sodano, que manifestasse ao presidente do Conselho de Estado e do governo da República de Cuba o seu profundo pesar por sentenças tão severas", lê-se num comunicado do Vaticano.
O texto acrescenta que o Papa expressou a sua "profunda dor" pelas execuções e "profundo pesar" pelas outras sentenças, "pedindo a Fidel Castro um gesto significativo de clemência para com esses condenados".
A carta foi tornada pública horas depois de, pela primeira vez desde as execuções, Castro ter quebrado o silêncio, afirmando que as condenações de dezenas de dissidentes e as execuções foram ‘consequência’ de uma ‘conspiração’ urdida pelos governo dos EUA.
Em mais um longo e emotivo discurso difundido na sexta-feira à noite na Televisão cubana, o líder de Havana afirmou ainda: ‘A detenção de dezenas de mercenários, que traíram a pátria em troca de privilégios e de dinheiro que recebem dos Estados Unidos, foi consequência de uma conspiração urdida pelo governo de Washington e da máfia terrorista de Miami (exilados cubanos)’.
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