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Jornalista brasileiro assassinado com 12 tiros no Paraguai

Léo Veras foi morto em casa em frente a toda a família.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 13 de Fevereiro de 2020 às 14:19
Jornalista brasileiro assassinado com 12 tiros no Paraguai
Jornalista brasileiro assassinado com 12 tiros no Paraguai FOTO: Facebook

Um jornalista de nacionalidade brasileira que residia na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, na fronteira entre os dois países, foi assassinado na noite desta quarta-feira em casa em frente a toda a família.

Léo Veras foi abatido com 12 tiros por dois criminosos que usavam capuzes e estavam armados com pistolas automáticas de 9mm.

O crime ocorreu quando Veras e a família estavam a jantar no quintal da ca. Dois homens chegaram numa carrinha, entraram sem dificuldades porque o portão da garagem estava aberto, e começaram a atirar contra o jornalista.

Léo ainda conseguiu levantar-se e correr, tentando chegar à rua mas foi perseguido pelos assassinos. O primeiro tiro acertou na cabeça do jornalista mas mesmo assim os criminosos continuaram a disparar para garantirem que ele não escapava.

O jornalista brasileiro tinha um site de notícias, onde denunciava o tráfico de droga na região da fronteira entre o Paraguai e o Brasil, que é controlado pela facção criminosa de São Paulo PCC (Primeiro Comando da Capital) mas disputado igualmente por uma facção do Rio de Janeiro, o Comando Vermelho, e por criminosos paraguaios.

Léo também denunciava no seu site o envolvimento de autoridades do Paraguai com o PCC e o tráfico de estupefacientes na região da fronteira.

Em janeiro, 76 criminosos paraguaios e brasileiros ligados ao PCC fugiram da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, aumentando a tensão na fronteira, que já está normalmente ao rubro.

Há fortes suspeitas de que guardas prisionais e autoridades regionais do Paraguai tenham facilitado a fuga mediante suborno, pois muitos dos criminosos sairam pelo portão principal da prisão sem serem incomodados.

De acordo com amigos que falaram com a imprensa e com declarações do promotor paraguaio encarregado das investigações, Marco Amarillo, Léo estava a receber ameaças de morte há vários dias e não tinha dúvidas de que seria morto.

Marco Amarillo contou que numa das últimas mensagens para a mulher, Léo escreveu, como se fosse uma despedida, "Amor, cuida de você e das crianças".
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