Jornalista torturada e violada durante rapto de 15 meses relata os horrores vividos

Canadiana Amanda Lindhout viveu mais de um ano de terror na Somália.
08.08.18

Amanda Lindhout, uma jornalista que foi jornalista raptada, torturada e violada durante 15 meses,  conta como sobreviveu ao terror por que passou na Somália. A jornalista confessa ter ponderado o suicídio enquanto esteve presa.

A repórter canadiana estava no país africano em reportagem com o então namorado, Nigel Brennan, um fotógrafo australiano de 36 anos. Num país em guerra, estvam a caminho de um campo de refugiados quando um grupo de homens armados os raptou e exigiu cinco milhões de euros para o resgate do casal, em Agosto de 2008.

Amanda, que tinha 26 anos, entrou em desespero e quis acabar com a sua própria vida. Conta o episódio que a fez mudar de ideias. Numa manhã de sol, dois meses antes de ser libertada, viu um pássaro através da janela que lhe deu alento e esperança para lutar pela vida e aguentar o "inferno" que estava a viver.

"Aquele pássaro era um mensageiro. A vontade que tinha em acabar com a minha vida desapareceu e nunca mais voltou. E tive um sentimento maravilhoso que me deu a determinação necessária para sobreviver", revela a mulher ao jornal Mirror.

Os dois reféns converteram-se ao Islão, esperando que isso fizesse os raptores tatarem-nos melhor, mas nem assim os abusos pararam. Amanda teve uma faca enconstada ao pescoço enquanto um dos sequestradores lhe perguntava "como é a sensação de saberes que vais morrer?". Amanda e Neil ainda fizeram uma tentativa de fuga, escapando da casa onde estavam retidos por uma janela, mas foram capturados numa mesquita vizinha e reconduzidos ao cativeiro.

Em 2009, as famílias do casal conseguiram o dinheiro para pagar o resgate e Amanda e Nigel, levando a que ambos fossem libertados. Mas o trauma da jornalista perdura. Amanda confessa ter pesadelos e ficaram-lhe vários problemas de saúde em consequência dos maus tratos por que passou.

Um dos mentores do sequestro, Ali Omar Ader, de 40 anos, foi perseguido pela polícia canadiana e acabou por ser detido. Foi condenado a uma pena de 15 anos de prisão, que está a cumprir no Canadá. Os raptores pertenciam a um grupo de radicais islâmicos ligados ao grupo terrorista Hizbul-Islam.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!