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Correio da Manhã

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Jornalista britânico John Cantlie em novo vídeo do Daesh

Cantlie trabalhou para o The Sunday Telegraph e o The Sunday Times antes de ser sequestrado na Síria.
13 de Julho de 2016 às 12:51
O jornalista britânico John Cantlie
O jornalista britânico John Cantlie FOTO: EPA
O jornalista britânico John Cantlie, refém do grupo terrorista Daesh aparece num novo vídeo de propaganda da organização 'jihadista' em Mossul, o seu principal bastião no norte do Iraque.

Na gravação, cuja autenticidade não pôde ser comprovada, Cantlie critica os ataques aéreos da coligação internacional e da aviação iraquiana na Universidade de Mossul, na zona de Al Yabesat e num banco, situado no centro de Mossul.

O novo vídeo, difundido pela agência Amaq, associada com grupo terrorista, dura três minutos e 13 segundos e foi gravado na última semana do mês do jejum muçulmano do Ramadão, que decorreu entre 05 de junho e 06 de julho.

Cantlie apresenta-se como um jornalista e pergunta "por que é que a aviação dos Estados Unidos tenta destruir uma das mais antigas universidades, bombardeia um banco no centro de um mercado e destrói casas de civis".

Desde que tomou Mossul em 10 de junho de 2014, de acordo com fontes de segurança e governamentais não identificadas à AFP, o grupo terrorista usava a Universidade de Mossul para armazenar armamento e explosivos.

Entretanto, desde que os seus principais feudos foram atacados, o EI recorreu a novos locais, situados em bairros residenciais.

Cantlie apareceu num outro vídeo em 19 de março último com características semelhantes, também em Mossul, no qual denunciou os riscos para a população civil resultantes dos ataques contra a capital iraquiana do "califado".

O jornalista está refém do EI desde novembro de 2012 e foi protagonista de vários vídeos de propaganda realizados em diferentes localidades conquistadas pelos 'jihadistas', nos quais aparece sempre como repórter.

Cantlie era jornalista "freelance" e trabalhou para vários meios de comunicação britânicos, entre os quais o The Sunday Telegraph e o The Sunday Times, antes de ser sequestrado na Síria.
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